Han Solo - Uma História Star Wars

Leia a nossa crítica do mais novo derivado da saga!

Deadpool 2

Continuação tenta manter a subversão do original enquanto se rende às convenções hollywoodianas

Desejo de Matar

Eli Roth aterroriza ação do remake e não deixa os temas caírem na ingenuidade

Nos Cinemas #1

Nossos comentários sobre O Dia Depois, Submersão e Com Amor, Simon

Jogador N° 1

Spielberg faz seu comentário sobre o próprio legado em Hollywood sem esquecer do espetáculo no processo

sábado, 12 de janeiro de 2013

Crítica: A Viagem

Mistura Improvável de gêneros e histórias coloca novamente os Wachowski e Tom Tykwer no topo

Sumidos desde o desastroso Speed Racer, os irmãos Andy e Lana (sim, ele trocou de sexo e fala como um pato agora) Wachowski resolveram voltar à direção, agora com Tom Tykwer (do excelente Corra, Lola, Corra) para adaptar o romance megalomaníaco Cloud Atlas, de David Mitchell.
 Passado em seis tempos diferentes, A Viagem (péssimo título brasileiro) nos apresenta 6 histórias que juntas formam uma só: Desde o longínquo ano de 1849 (Uma história sobre a abolição da escravatura) até milhões de anos depois (num futuro pós-apocalíptico), passando por 1946 (Sobre um relacionamento gay proibido e a criação de uma sinfonia chamada Sexteto Cloud Atlas, essencial para o filme), 1973 (Um suspense jornalístico sobre sabotagem em uma usina), 2012 (Uma divertida comédia inglesa sobre velhinhos fugindo do asilo) e 2144 (Uma ficção científica passada em Seoul sobre uma garçonete que se revolta contra a opressão governamental), vários elementos ligam as histórias entre si.
Mas ao contrário de vários filmes com histórias diversas, onde há um objetivo ou um cenário semelhantes, A Viagem vai além disso em suas conexões, mais sutis e com espaço para todos os contos se desenvolverem. É na filosofia e na crença que as seis histórias se encontram, sendo o tema a existência em vidas passadas e como elas afetam o nosso presente e futuro. Afinal, como uma futura profeta conseguiria se libertar de sua ignorância senão com um filme, baseado em uma história real, encontrado por sua amiga nos achados e perdidos? Ou onde que uma jornalista encontraria informações essenciais senão num pacote com cartas de amor da década pós-guerra? Assim que Cloud Atlas ganha sua graça e beleza profunda.
Essas idas e vindas nos tempos e gêneros é aproveitada para "reciclar" seus atores, garantindo ainda mais sentido e diversão ao filme. O primeiro pois fortalece-se a ideia do "Acho que estava destinado a encontrar com você este dia", e o segundo cria maior curiosidade no espectador: Graças à excelente maquiagem, torna-se uma brincadeira achar o artista em tal época (como Hugo Weaving num incrível/estranho/engraçadíssimo papel de enfermeira má).
Outro grande ponto positivo da película é a divisão de equipes: Enquanto nas cenas do passado e presente ganham um tom realista nas mãos do diretor alemão, sobra criatividade e imaginação no futuro com uma mão presente e certeira dos irmãos. É quase como se você zapeasse por seis filmes diferentes na TV por quase 3 horas, e ainda sim entendesse e encontrasse um sentido uno quando juntasse todos.
Certamente o tom que A Viagem nos deixa ao final é de que tudo visto e experimentado por cada um de nós é importante e necessário para nossas experiências. Uma grande vitória para o trio de diretores, entrando novamente para o hall da História do cinema com uma experiência que certamente deve ser repetida várias e várias vezes.

Nota: 10/10

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Oscar 2013: As bizarrices da lista

Ontem foram anunciados os indicados ao Oscar 2013, que trouxe algumas surpresas interessantes. O Nerd Contra Ataca aproveita a oportunidade e lança um top 5 delas, afinal, quantas coisas bizarras para se notar!

5°: DiCaprio esquecido novamente

Ele tenta, ele se esforça, ele já fez milhares de atuações excelentes... mas continua sendo esquecido. Leonardo DiCaprio, que já fez muita garotinha gritar por ele no longínquo Titanic, cresceu muito em suas atuações nos últimos anos, mas sua redenção na Academia continua a não acontecer. Concorrendo esse ano em seu primeiro papel de vilão, o ator nem chegou aos 5 indicados a ator coadjuvante, e vai passar mais um ano vendo os outros levantarem a estatueta.

4°: O urso de pelúcia contra-ataca

Até Seth Macfarlane, que apresentava os indicados, não acreditou. A comédia Ted, sobre um ursinho de pelúcia que ganha vida, entrou no Oscar na categoria de Melhor Canção, e mesmo não ganhando, já que temos Skyfall amplamente favorita, entra na história dos filmes-surpresa da premiação.

3°: Cannes entra na competição

Na categoria Melhor Filme, além do indie Indomável Sonhadora, outra interessante adição foi a de Amor, filme austro-alemão que ganhou a Palma de Ouro em Cannes, prêmio máximo do cinema. Além disso, foi indicado para roteiro, atriz e diretor. Sinal dos tempos?

2°: Duelo de gerações

Em Melhor Atriz um fato curioso aconteceu: Das 5 indicadas, duas bateram recordes de idade. Enquanto Emmanuelle Riva (Amor) se tornou a candidata mais velha de todos os Oscar com seus 85 anos, a pequena Quvenzhané Wallis (Indomável Sonhadora) se tornou a mais nova com 9 anos de idade (E olha que ela fez o filme com 6). As duas tem chances altas, mas pode ser que Jessica Tandy (Mais velha ganhadora do Oscar, com 80 anos) e Tatum O'Neal (Mais nova, com 10) ainda mantenham seus recordes.

1°: Procura-se Ator Coadjuvante experiente

A grande bizarrice/surpresa/loucura do Oscar esse ano foi a categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Todos os 5 indicados já ganharam o cobiçado prêmio pelo menos uma vez. Robert De Niro, Christopher Waltz e Tommy Lee Jones tem inclusive chances de ganharem de novo a mesma categoria! Os apostadores vão ter problemas...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Top 10: As maiores mudanças nos Novos 52

Os Novos 52, reboot da DC para seu universo, vai completar 8 meses em curso, com várias cancelamentos, demissões e várias e várias mudanças aos personagens. O Nerd Contra Ataca aproveitou e elaborou um Top 10 com as melhores e mais marcantes dessas alterações nos quadrinhos da editora. Confira:

10°: Vampiros!

A estréia de Eu, Vampiro entre as 52 novas séries trouxe um ar mais graphic novel às mensais, apesar de já anunciar a saga A Ascensão dos Vampiros, que envolverá a Liga da Justiça Dark e trará Cain, o primeiro dos dentuços, de volta à vida devido a eventos recentes lançados no Brasil pela revista Dark.

9°: Jason Todd novamente herói

Jason Todd já sofreu demais na DC. Além de morrer depois de uma baita surra do Coringa, ele ainda voltou pirado para tomar o posto do falecido Bruce Wayne na minisaga A Batalha pelo Capuz. Nos Novos 52, porém, a maré finalmente virou: Agora herói como Capuz Vermelho, lidera Roy Harper e Estelar na sua própria revista Capuz Vermelho e os Foragidos.

8°: Sinestro de volta à Tropa

Apesar de não ter sido exatamente uma mudança pelo reboot mas sim pela história que já se desenrolava nas mensais do Lanterna Verde, a volta de Sinestro provocou a saída de Hal Jordan da Tropa, além de fazê-lo lutar contra a própria Tropa dos Lanternas Amarelos, criadas e lideradas por ele até o anel verde voltar ao seu poder. Pelo lado bom, as histórias só melhoraram, dado o frágil relacionamento que Hal e Sinestro tem desenvolvido.

7°: O Coringa sem cara

Já na primeira edição de Detective Comics o Coringa causou bastante, e no final desapareceu, deixando para trás APENAS seu rosto. Além da revolta estranha causada no povo, a ausência do palhaço do crime afetou a todos, alcançando até o Esquadrão Suicida, onde a Arlequina sente falta do amado. Mas ele promete voltar, e voltar matando, na saga Death in the Family, que começa na edição 13 aqui no Brasil, sem cara e mais perigoso!

6°: Mulher Maravilha descobre que tem um pai

A querida Mulher-Maravilha, que sempre achou ter sido feita de barro pela mãe Hipólita, recebeu uma notícia bombástica: Ela é filha da relação entre o supremo Zeus e a Rainha das Amazonas. Um belo golpe para manter o interesse na história, claro, além de colocar a amazona em contato com vários deuses gregos, alguns em combate (como um peixão Poseidon).
5°: Cyborgue na Liga

A maior alteração na Liga da Justiça foi uma pequena substituição na origem do grupo: Sai o Caçador de Marte (ou, como muitos chamam, Ajax) e entra o Cyborgue. Por que a alteração? Além da "promoção" do marciano ao Stormwatch, que lida com situações que podem acabar com o universo, há a maior "relevância" do herói robô atualmente em relação ao Caçador de Marte. Ficamos com a primeira explicação, obrigado.

4°: Aquaman badass

Personagem que sofreu por décadas com a alcunha de "mais inútil da Liga", o herói aquático ganhou o reforço de Geoff Johns, gênio que capultou o Lanterna Verde de volta ao sucesso, e Ivan Reis em sua mensal. E o herói ganhou novo status. Além de ironizar todos os anos de piadas depreciativas em cima dele, Aquaman ganhou histórias de qualidade, e voltou a ter maior status na DC. Sinal disso é a minisaga que vai envolver a sua mensal e a da Liga da Justiça, iniciada nos EUA este mês.

3°: Bárbara Gordon fora da cadeira

No longíquo ano de 1988, um Coringa desvairado aleijou Bárbara Gordon, filha do comissário Gordon e Batgirl, no clássico A Piada Mortal, de Alan Moore. Depois de passar quase 3 décadas na cadeira como Oráculo, hacker que ajudava os heróis de Gotham, Bárbara finalmente saiu da cadeira nos Novos 52 e voltou a atuar como Batgirl. Além de histórias excelentes escritas por Gail Simone, a heroína mostrou como faltava uma Batgirl que prestasse no mercado, apesar da Oráculo deixar saudades no coração dos vigilantes e principalmente dos fãs.

2°: John Constantine e Monstro do Pântano de volta

Apesar de já terem retornado ao universo DC um pouco antes dos Novos 52, foi no reboot que se consolidou o retorno. Presentes na Dark, o Monstro do Pântano, grande sucesso quando Alan Moore escrevia suas histórias, e John Constantine, o mago inglês com um cigarro na mão e um drinque no outro, mostraram força e fôlego para deixarem o universo de Batman e Superman ainda mais sombrio.

1°: A Cueca por cima da Calça

Nosso primeiro lugar não poderia ser outro. Polêmico desde a primeira imagem, a ausência da cueca vermelha por cima da calça do Superman deixou tantos fãs felizes como decepcionados. Afinal, a mudança do estilo do personagem foi a mais notável dentre todos (Ok, a Mulher Maravilha usa calças agora, mas e daí?), e deu um pouco de masculinidade ao Filho de Krypton.

Crítica: Detona Ralph

Disney fica mais Pixar em filme sobre aceitação

Em 1991, quando a Disney comprou a Pixar de Steve Jobs, a produtora do rato orelhudo não esperava ter comprado um verdadeiro poço de dinheiro. 22 anos e 13 filmes depois, a famosa produtora resolve utilizar um pouco de sua compra em seus filmes, sendo o primeiro este Detona Ralph.
O filme, sob supervisão de ninguém menos que John Lasseter, conta a história de Ralph, vilão do "clássico" jogo Conserta Felix, e que está sofrendo uma crise de identidade. Afinal, como antagonista de Felix ele sempre é excluído das festas e tratado mal pelos habitantes do jogo. Em busca de algum reconhecimento, Ralph vai para outro jogo conseguir uma medalha, mas no processo libera algo que pode destruir todos os jogos do fliperama onde vive.
Além da história, cativante e convincente até o final, um dos grandes acertos da Disney é a aparição dos personagens clássicos de videogame, formando pequenos eastereggs durante o filme inteiro. Seja na reunião dos Vilões Anônimos (Com várias e várias participações e dubladores originais, tirando o fantasma do pac-man porque né) ou uma foto pequena da Chun-Li no bar, os gamers mais aficcionados vão ficar horas e horas revendo o filme quando este sair em DVD/Blu-Ray. As piadas para adultos também lotam o filme, como as estalactites de Mentos ou os códigos de Cheat.
A criação de cenários também merece um comentário. Apesar de se inspirarem em jogos conhecidos do grande público (Hero's Duty é claramente uma referência à bilionária franquia Call of Duty com traços de Halo), os três jogos criados aqui são aceitos de imediato pelo público e contém elementos próprios: Seja nos doces de Sugar Rush ou no 8-bit de Wreck-it-Ralph. E o mais interessante é a preocupação de tornar o movimento dos personagens, mesmo fora, semelhantes aos que eles apresentam no jogo, como os cidadãos de onde Ralph vive.
Apesar dos pontos positivos, Detona Ralph peca ao ficar em terreno conhecido, como a história de aceitação, já foi muito bem explorada em Hollywood, e videogame na tela, que já acontece há um tempinho. mesmo assim, a Disney acertou em cheio e mostrou como é possível trazer o videogame de maneira certa e divertida (Uma boa notícia para a Ubisoft, que está desbravando os terrenos cinematográficos para adaptar suas franquias), além de provar de uma vez por todas o óbvio: A Pixar foi a melhor compra da história.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Quais serão os próximos lutadores de Injustice?

A NetherRealm, produtora responsável pelo excelente Mortal Kombat, tem como grande promessa para 2013 o jogo Injustice: Gods Among Us, que colocará os personagens do universo DC para brigar em um cenário apocalíptico. Até agora foram confirmados Batman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Superman, Coringa, Arlequina, Solomon Grundy, Bane, Lex Luthor, Ciborgue, Arqueiro Verde, Asa Noturna, Flash, Exterminador e Mulher-Gato, mas muito provavelmente novos personagens serão revelados. Pensando nisso, o Nerd Contra Ataca resolveu elaborar uma lista de 10 nomes que poderiam muito bem estar nesse jogo e o por quê. Confira:

10°: Aquaman

Dos atuais integrantes da Liga da Justiça nos quadrinhos, o herói aquático (por muitos o mais inútil) é o único que falta confirmação. Justo esse, que poderia tirar proveito do jogo para consolidar sua retomada iniciada nos quadrinhos com Geoff Johns e Ivan Reis. Dotado de superforça e comunicação com os seres aquáticos, a versão Injustice de Aquaman poderia incluir golpes que convocassem tubarões e seres ainda mais perigosos, além de usar seu cetro para ataques de mais dano e defesa.

9°: Gavião Negro

O antigo integrante da Liga está abandonado há tempos na editora, e o jogo seria uma ótima oportunidade de trazer o herói com a armadura feita de metal enésimo de volta à pauta de discussões. Entre seus golpes, Gavião Negro usaria suas asas pra jogar o inimigo aos céus para lá atingi-lo com sua maça. Além disso, sua armadura poderia garantir maior resistência aos golpes do adversário e garantir a vitória.

8°: Pistoleiro

O vilão que não erra uma atualmente ganhou importância interessante ao liderar o novo Esquadrão Suicida nos quadrinhos, além de aparecer em Arrow reformulado. Uma aposta arriscada seria, afinal, Pistoleiro erraria várias vezes no jogo. Mas talvez suas armas e seus golpes poderiam torná-lo um dos melhores jogadores de Injustice.

7°: Homem-Animal

De volta à DC, o herói que agora tem conexões com o Monstro do Pântano em sua missão é uma ótima ideia para golpes animais (literalmente!). Seus ataques imitariam grandes predadores da natureza (incluindo aí patadas de urso e mordidas de tigres) e seus bloqueios poderiam ser mais desvios como os de uma cobra. Há muito que se pode fazer com o Homem-Animal, e por isso merece a consideração.

6°: Sinestro

O arquiinimigo do Lanterna verde é quase que uma presença obrigatória em Injustice. Além de possuir golpes que enfraqueceriam Hal Jordan, o ex-membro da Tropa é perfeito para construtos mais fortes e duradouros, ou seja, uma verdadeira máquina de matar.

5°: Desafiador

Abrindo o top 5, o Desafiador possui algo interessante pra Injustice: Poder controlar outros. Logo seus especiais poderiam muito bem ser ele incorporando outro personagem e aplicar esse especial, ou ainda possuindo o adversário para ele se matar. Além disso, ele poderia ficar invísivel para golpear o adversário dos lugares mais inesperados.

4°: Darkseid

O maior vilão do universo DC provavelmente será o boss final do modo história ou arcade, mas muito bem poderia entrar na lista de jogáveis. Afinal, quem mais para ser o mais apelão do jogo inteiro (Além do Superman)? Entre seus golpes destacariam-se a força e o poder, além de convocar capangas em seus especiais.

3°: Monstro do Pântano

O personagem, reincorporado recentemente ao universo DC, talvez nunca mais volte a ter o brilho que Alan Moore o deu nos anos 80, mas sua incorporação a Injustice poderia ser um bom começo para voltar a ter o mesmo sucesso. Além de golpes imobilizadores através de plantas, o Monstro do Pântano tem como grande vantagem seu grande porte, que poderia botá-lo de igual pra igual contra Solomon Grundy.

2°: Jonah Hex

Nosso segundo colocado tem bons motivos para entrar na lista. Hex poderia trazer um pouco mais de variedade a Injustice, saindo do antagonismo Herói/Vilão. Além disso, sua versão apocalíptica traria um maior controle ao ressuscitar os mortos, podendo usá-los em combate. Isso sem contar sua experiência em armas. Vamos DC, quem não quer ver o cara com a cicatriz mais linda num jogo de luta?

1°: John Constantine

Nosso mais esperado para entrar nesse jogo não poderia ser o mago inglês que vive fumando. Outro que recentemente voltou à DC, Contantine poderia botar humor e mais violência em Injustice, além de ter seus poderes ainda mais ampliados em sua versão do jogo. A torcida é grande!

Bônus: Rorschach

Muitas de nossas esperanças que foram colocadas nessa lista provavelmente não ocorrerão, mas essa, apesar de nunca rolar, seria interessantíssima. O clássico personagem de Alan Moore, afinal, é o mais violento e perfeito para Injustice. Pena que as chances são inexistentes.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Crítica: Playstation All-Stars Battle Royale

Sony ainda tem muito a aprender com a Nintendo em jogos de luta

Nos últimos anos houve uma popularização dos crossovers de famosas franquias games em jogos de lutas, caso de Street Fighter X Tekken, Marvel versus Capcom (a mais conhecida, com 3 capítulos de pancadaria) e Super Smash Brothers Brawl. A Sony, decidida a não ficar pra trás (principalmente da Nintendo, rival que produziu o último mencionado), correu atrás e apresenta aqui Playstation All-Stars Battle Royale.
Um primeiro ponto sobre o game é o quão estranha ficou a mistura. A Sony, ao contrário da empresa do encanador bigodudo, não possui uma maioria de jogos fofos ou violentos, mas tende a um equilíbrio. E isso se reflete no game: de Fat Princess a Sweet Tooth e passando por lutadores tão nada a ver, Battle Royale acaba divertindo a todos os gostos e criando batalhas históricas, como um ingênuo Sackboy contra o aterrorizador Big Daddy. Há também as fases, que misturam dois jogos de maneira engraçada, como a fase de Ratchet com os monstros marinhos do primeiro God of War.
A jogabilidade é outro bom fator para jogar Battle Royale. Com um sistema de "morte por especial" (a cada golpe carrega-se uma barrinha, que libera golpes fatais cada vez mais poderosos e duradouros) e personagens com estilos diferentes de luta a diversão se garante tranquilamente.
Porém nada são rosas para a Sony. O modo Arcade é fraco demais, com um chefão final bobo e sem motivação nenhuma. Além disso, a batalha contra o "oponente mortal" acontece pelos motivos mais ridículos (Big Daddy sente inveja da Little Sister preferir ele a Sackboy, Kratos derruba o sorvete de Sweet Tooth e sse recusa a pedir desculpas, Evil Cole magoa Fat Princess e por aí vai), e quando comparada às motivações do personagem usado estar ali só deixa a situação mais absurda. Outro problema notável é o desbalanço entre personagens. Enquanto alguns são extremamente fortes (Kratos por exemplo, aqui em uma de suas versões menos definidas) outros são difíceis de jogar e com especiais muito fracos (Sim Drake, estamos falando de você).
Mas o que estraga a experiência do jogo é a comparação inevitável a Super Smash Brothers. A superioridade da Nintendo, de personagens mais carismáticos e conhecidos a um desenvolvimento melhor de jogabilidade, mostra como a Sony ainda tem muito o que aprender sobre jogos de luta, apesar de um começo bom para sua mais nova franquia.

Nota: 7/10

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Preview 2013: Os filmes e games que prometem!

Cinema

Depois de um ano repleto de lançamentos excelentes (tanto que o número de ingressos fechou em alta em 2012), 2013 promete ainda mais, em um ano recorde para filmes baseados em quadrinhos. Para organizar tudo, o Nerd Contra Ataca preparou um top 10 de filmes mais esperados pela redação. Confira:

10°: Duro de Matar - Um Bom dia para Morrer

O 5° filme da franquia Duro de Matar promete explosões e muitas piadas. Com 58 anos, Bruce Willis agora vai pra Rússia e junto do filho (saudades de Mary Elizabeth Winstead...) enfrenta "forças locais" (máfia russa?). Depois de um excelente quarto filme, será que Die Hard emplaca mais um bom filme?

9°: Thor 2 - The Dark World

Depois de um excelente primeiro filme, Thor perdeu seu diretor Kenneth Branagh, e agora, dirigido por Alan Taylor (mais conhecido por fazer episódios de séries da HBO), vai explorar mais os mundos da Yggdrasil, a Árvore da Vida. O vilão da vez é Malekith, O Maldito, líder dos Elfos Negros, e que vai ser interpretado por Christopher Eccleston (Um dos Doctors de Doctor Who), além de contar com o Mr. Eko de Lost entre seus ajudantes. Resta a torcida agora por um melhor roteiro, coisa que o primeiro ficou devendo.

8°: Percy Jackson e o Mar de Monstros/Jogos Vorazes - Em Chamas

Nossos 7° e 8° lugares são divididos por dois filmes pela aproximação que ambos tem nos dois casos. O oitavo lugar se divide entre as segundas aventuras de Percy e Katniss, e mostra como Hollywood aos poucos está criando novas franquias baseadas em livros, saindo do trio Harry Potter/Senhor dos Anéis/Crônicas de Nárnia. Pode-se dizer que Jogos Vorazes é o mais estabelecido pra ter seu terceiro (e último) filme, visto que o primeiro fez bonito ano passado. O desafio é para a aventura grega, que precisa mostrar pros produtores (e pro público) que vale a pena ser vista.

7°: Meu Malvado Favorito 2/Universidade Monstros

Outras continuações que prometem em 2013 são as de Monstros SA e meu Malvado Favorito. O primeiro, que marcou a infância de muita gente, vai fazer um prelúdio, voltando às origens da amizade entre Mike e Sully. Já o segundo, primeira produção da Illumination Entertainment, vai continuar história de Gru, provavelmente contra um vilão mais perigoso que o do primeiro.

6°: Pacific Rim

Guilermo Del Toro deve ter sofrido overdose de monstros na produção de Pacific Rim, que vai mostrar duelos de robôs gigantes contra monstros ainda mais! A divulgação do filme já começou, e o filme ganhou uma participação um tanto estranha da voz da Glados (sim, a vilã de Portal), causando vários olhares curiosos. Bom começo?

5°: The Wolverine

Depois de um Origens um tanto decepcionante, a nova aventura do herói violento da Marvel começou um tanto mal, com a saída de Aronofsky da direção, assumida por James Mangold (mais conhecido pelo excelente Os Indomáveis). Mas com o trabalho excelente de divulgação (um pôster mais lindo que o outro) e os bons rumores que estão surgindo (como as garras de osso e Famke Janssen), além da ótima história-base (o arco Eu, Wolverine, uma das melhores do herói), o filme tem grandes chances de finalmente trazer alguma honra à carreira cinematográfica de Wolverine.

4°: Homem de Aço

Superman, que desde o primeiro filme com Christopher Reeve sofre no cinema, ganha esse ano mais uma chance. E essa pode vir a ser a melhor de todas. Com produção de Christopher Nolan e direção de Zack Snyder, o filme vai contar (de novo!) a origem do herói, e o vilão será o já conhecido Zod (Michael Shannon). Apesar do excesso da trilha new age, a divulgação está excelente, mostrando várias alterações (inclusive a ausência da cueca vermelha por cima da calça). Fica a torcida!

3°: Homem de Ferro 3

O primeiro filme pós-Vingadores da Marvel não poderia ser a continuação de seu maior (e inesperado) sucesso. Em seu terceiro filme, Tony Stark promete sofrer, com a entrada do vilão Mandarim em sua vida, além de sofrer com os eventos do filme da superequipe. Há também a inclusão da tecnologia Extremis, famosa pelo arco fechado nos quadrinhos de mesmo nome. Que comece uma nova fase na Marvel!

2°: Star Trek 2 - Além da Escuridão

A tão esperada sequencia da reformulação do universo trekker pelas mãos de JJ Abrahms recebeu a grande adição do ator Benedict Cumberbatch, que viverá um vilão novo no cânone da série (apesar que ele lembra bastante o clássico Khan), que quer vingança contra a federação. Isso sem se esquecer de todo o elenco espetacular do primeiro filme. E pela divulgação Star Trek 2 promete destruição!

1°: O Hobbit - A Desolação de Smaug

A continuação da história de Bilbo é a grande espera de 2013. Muitos momentos clássicos vão aparecer, como a Floresta Negra, a casa de Beorn o Urso e o tão esperado confronto Smaug x Bilbo (O momento Benedict "Sherlock" Cumberbatch x Martin "Watson" Freeman). Vai ser de tirar o fôlego!!!

Outros destaques:

  • GI Joe: Retaliação: O segundo filme dos bonecos da Hasbro vai ser um reboot-que-não-é, já que a maioria do elenco do primeiro filme não volta e entram em seus lugares Dwayne "The Rock" Johnsson e Bruce Willis.
  • 300: Rise of an Empire: A continuação do filme que jogou Zack Snyder pro sucesso promete muito sangue na batalha de Artemísia.
  • Les Miserábles: A adaptação da famosa obra já estreou nos EUA com a crítica cheia de elogios e público saindo satisfeito da sala.
  • Detona Ralph: A próxima animação da Disney (que chega amanhã nas telas brasileiras) vai entrar de cabeça no mundo dos games e cheio de participações especiais de personagens clássicos.
  • Se Beber Não Case III: O último (assim espera-se pelo menos) capítulo cheio de amnésia da turma louca que é Bradley Cooper, Zach Galifianakis e Ed Helms vai voltar pra LA depois de uma passagem fraca em Taiwan.
  • Todo Mundo em Pânico 5: Depois de sofrermos com paródias horríveis nos últimos anos, 2013 vem com o retorno da franquia Todo Mundo em Pânico, que já promete Charlie Sheen e Lindsey Lohan juntos na cama e altas piadas com Cisne Negro (um pouco atrasadas assim digamos)
  • World War Z: O filme com Brad Pitt e zumbis chega em bom momento pro gênero (graças a Walking Dead), mas com uma pequena ameaça de Meu Namorado é um Zumbi, filme "Crepúsculo" zumbi.

Games

Se no cinema 2012 brilhou, nos games ficou devendo. Com poucas coisas boas e com lançamentos bem distribuídos, o ano terminou com o fim da geração atual no horizonte e boataria pelo anúncio do Xbox 720 e Playstation 4. Porém 2013 pode ser um grande ano para gamers, com vários lançamentos esperados para os próximos 6 meses. Vamos aos mais esperados aqui pela redação:

1°: GTA V

A grande espera de 2013, a Rockstar vem com grandes novidades para a consagrada franquia. Dentre eles, podemos destacar a existência de 3 personagens principais, um mapa maior que Red Dead Redemption, LA Noire e GTA IV juntos, e a possibilidade de controlar novamente veículos diversos, de caças a jet-skis, além da existência de vida animal.

2: Tomb Raider

O reboot da história de Lara Croft ficou deixando muita gente babando na E3 2012. A origem de Lara vai mostrar uma jovem adolescente em um desastre de navio e logo em seguida presa em uma ilha cheia de perigos, além de suscetível a ferimentos que podem durar até o final do jogo! Recentemente anunciado, o modo multiplayer também é algo para se experimentar.

3°: Bioshock Infinite

O terceiro capítulo da saga de terror vai levar o jogador aos céus, para a cidade de Columbia. Se passando em 1912, o ex-agente Booker DeWitt é contratado para resgatar a jovem Elizabeth, presa desde de criança na cidade. E vai ter que ser rápido, pois Columbia está literalmente despencando dos céus! O jogo promete trazer os elementos que consagraram Bioshock e incluir novos desafios, afinal, nova cidade, novos problemas!

4°: God of War - Ascension

A nova aventura de Kratos chega agora com um multiplayer aguardadíssimo, afinal, quem nunca quis usar a jogabilidade violenta de God of War em outros? Em termos de história, Ascension vai nos mostrar como Kratos está 6 meses depois de assassinar a própria mulher e filhos. O grande problema é que a Santa Monica Studio prometeu menos brutalidade e sangue, podendo tirar um pouco da essência do quarto jogo e da franquia.

5°: The Last of Us

A Naughty Dog dá um tempo e agora produz essa história pós-apocalíptica. Conhecida por roteiros excelentes, a produtora promete mistura de gêneros survival e ação, e pelos vídeos já mostrados a coisa é boa!


Outros destaques:
  • Dead Space 3: Depois de 2 jogos excelentes, a franquia Dead Space leva a história ao gelado planeta Tau, cheio de Necromorphs para matar!
  • Beyond: A produtora do lindo e maravilhoso Heavy Rain traz em seu novo jogo a atriz Ellen Page na captação de rosto, e como sempre uma história de tirar o fôlego.
  • Watch Dogs: O misterioso game da Ubisoft deixou muita gente muda na E3, e a espera fica por conta da mistura interessante de genêros e jogabilidade.
  • Gears of War - Judgement: A franquia fps da microsoft chega ao seu quarto capítulo, agora sem seu personagem principal.
  • Devil May  Cry: Com cabelo novo, Dante parte para mais carnificina de demônios.
  • Sim City: Outro que deixou a E3 sob olhares curiosos, Sim City promete ser o melhor simulador de cidades já visto, onde quase tudo é possível!
  • Injustice: Gods Among Us: Depois de um decepcionante Mortal Kombat X DC Universe, a Netherealm vai fazer agora um game de luta só de personagens do universo que tem personagens como Batman e Superman, só que em versões mais poderosas, à la Mortal Kombat!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012: Melhores do Ano! (MÚSICA)

O fim do mundo não ocorreu, e portanto vamos lá aos Melhores de 2012 em Música, Games, Filmes, Séries e Quadrinhos!


Música

Ano com recordes (Principalmente para coreanos, mas a gente chega lá), 2012 é marcado por retornos e excelentes discos. Vamos aos melhores:

1° Lugar: Babel (Mumford & Sons)

A banda folk-rock evoluiu bastante de seu primeiro álbum, e em Babel o assegura. Das melódicas Hopeless Wanderer e Lover's Eyes (minha favorita) às ritmadas Whispers in the Dark e Babel, o disco bate fortemente folk, sem receios como em Sigh no More. Importante crescimento e uma garantia de que sim, a banda está no topo.

2° Lugar: Unorthodox Jukebox (Bruno Mars)

Das batidas pop que o impulsionaram ao estrelato, Mars arrisca nesse disco com músicas dignas de estarem nos anos 70/80, como Locked Out of Heaven, inspirada escancaradamente no ritmo do The Police. O perigo não houve, e o artista entrega aqui o melhor de sua voz em um álbum que saiu muito tarde e provavelmente só vai bombar em 2013.

3° Lugar: Battleborn (The Killers)

Em seu auge, o Killers lança aqui mais um álbum excelente, permeado de hits instântaneos e batidas melódicas, apesar de não se equiparar ao primeiro e memorável Hot Fuzz. Com a voz de Brandon Flowers, a banda assegura em Battleborn que é uma banda rock pop, depois de anos decidindo entre esta e o rock oitentista. Vitória para a banda e, principalmente, pro público.

4° Lugar: Some Nights (Fun.)

Uma das revelações de 2012, os garotos do Fun chegam com um segundo álbum notável, liderada pelos hits We Are Young (uma das mais tocadas do ano) e Some Nights. Entupido de músicas melódicas e com vocais chorosos de Nate Ruess, pode-se dizer que em relação ao tema Some Nights é o 21 de 2012.

5° Lugar: Channel Orange (Frank Ocean)

Em seu disco de estréia, o rapper mistura dois gêneros totalmente diferentes, o R&B e o rap. Combinados com a voz de Frank, Channel Orange apresenta o melhor dos dois mundos, e rende ao cantor status forte e um cartão de visitas inesquecível!

As Músicas de 2012

  • Oppa Gangman Style (Psy): Realmente não podíamos esquecer esta música. Com o vídeo mais curtido e mais visto de 2012, a música de Psy bombou na internet e nas paradas, e mostra que não precisa falar inglês para marcar o ano.
  • Call Me Maybe (Carly Rae Jepsen): Outra que bombou esse ano, Call Me Maybe pode bater no peito e dizer que foi a música mais parodiada de 2012. Com honras se me permite dizes. O estilo alegre e o tema fútil fizeram a alegria de muito marmanjo, além de lançar a garota ao estrelato.
  • Somebody That I Used to Know (Gotye): Outra que também foi extremamente parodiada foi a chorada de Gotye, sofrendo por não conhecer mais a namorada.
  • We Are Young (Fun.): A banda explodiu nas paradas com esse hino jovem.