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Leia a nossa crítica do mais novo derivado da saga!

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Top 5: Filmes com zumbis

Com o retorno da terceira temporada de The Walking Dead neste domingo, O Nerd Contra Ataca vai postar neste sábado e domingo dois top 5 com o tema "zumbis". O foco da lista de hoje são os filmes de terror com zumbis como ameça. Velhos conhecidos da tela grande, os desmortos ultimamente têm ganhado menos destaque no cinema, mas tudo pode mudar com o lançamento de Guerra Mundial Z, adaptação do livro homônimo e com Brad Pitt no elenco. Enquanto não sai, relembremos alguns clássicos:

5°: Todo Mundo quase Morto/Zumbilândia


Os dois filmes empatam em quinto lugar por justamente tratarem os monstros do mesmo jeito: rindo. Todo Mundo Quase Morto e Zumbilândia brincam com o gênero do terror e suas regras, como a ideia de ir para um pub no primeiro ou a busca por um doce no segundo, e fazem uma singela homenagem nesse processo. E mais importante: aumentam um pouco mais o público que quer ver mais zumbis sendo exterminados.

4°: White Zombie

Em 1932 era lançado o primeiro filme com zumbis. Com o famoso Béla Lugosi em cena, o filme não trazia a versão mais conhecida do termo, mas sim a outra, em que zumbi é uma pessoa enfeitiçada por vodu. Detalhes a parte, White Zombie integra um grupo de filmes da Universal conhecida como "Monstros da Universal", e é um clássico da produtora, mesmo que com o tipo errado de zumbi.

3°: Extermínio


Há tempos no mundo dos filmes-B, os zumbis estavam destinados ao esquecimento, até que um diretor inglês resolveu agir. Danny Boyle (Quem quer ser um Milionário) lançou em 2002 Extermínio, que trouxe de volta os monstros aos holofotes e com uma regra quebrada: os desmortos agora podiam correr. Essa súbita mudança deu novo fôlego aos zumbis, e possibilitou que vários filmes, séries e games fossem realizados, como a própria The Walking Dead.

2°: A Noite dos Mortos-Vivos


Lançado em 1968, esse filme de George Romero é o mais importante filme já lançado sobre os desmortos. Além de inaugurar a versão conhecida dos zumbis, a película estabeleceu as regras do gênero, do fato dos zumbis andarem lento (quebrada em Extermínio) à crítica social, importantíssima em qualquer invasão de monstros. Também serviu para tornar Romero um "pai" para os seres e inspirou incontáveis filmes e gerações.

1°: Despertar dos Mortos

Se A Noite dos Mortos-Vivos ajudou a definir o zumbi, a continuação expandiu ainda mais o conceito. Agora com mais orçamento (O primeiro filme só tinha $100.000), George Romero estabeleceu de vez como funcionaria os próximos filmes de zumbis. Ambientado num shopping, a crítica social foi amplificada, mostrando por exemplo uma família morando no ambiente de compras. Isso sem contar a maquiagem nos zumbis, agora mais detalhados com o orçamento.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Top 5: Games de zumbi

Com o retorno da terceira temporada de The Walking Dead neste domingo, O Nerd Contra Ataca vai postar neste sábado e domingo dois top 5 com o tema "zumbis". Esta primeira classificação elegerá os 5 melhores games com os monstros como vilões. Em alta no mercado, os desmortos geraram verdadeiras obras marcantes na história dos videogames. Confira as nossas favoritas:

5°: Zombies Ate My Neighbours

Lançado para o SNES e o Megadrive, essa homenagem aos filmes de terror B dos anos 80 tinha de tudo: zumbis, vampiros, múmias, lobisomens, poções, aranhas gigantes e, claro, adolescentes como heróis. Zeke e Julie, inicialmente armados de perigosas pistolas d'água, tinham que resgatar seus vizinhos antes que estes se tornassem zumbis. Dificílimo de se zerar, Zombies Ate My Neighbours é um verdadeiro clássico dos primórdios de jogos com zumbis nos games, mesmo ainda que com mais monstros. Se você ainda não jogou, vale a pena ir atrás.

4°: Dead Rising 2

Vindo de um excelente primeiro capítulo, o segundo jogo da franquia Dead Rising trouxe muita coisa ao já interessante mundo criado pela Capcom. Trazendo algumas ideias de Todo Mundo Quase Morto, o game trazia a história de Chuck Greene, um homem disposto a fazer de tudo para trazer à sua filha infectada o remédio Zombrex, que para o processo de zumbificação por 24h. Assim ele vira um participante do reality show Terror is Reality, um jogo onde o principal objetivo é chacinar zumbis com uma motorbike equipada de motoserras. Porém o lugar onde se situa o show vira uma epidemia de zumbis, e Chuck deve descobrir a verdade sobre os reais motivos disso acontecer. Combine a já interessante história com a possibilidade de fazer armas poderosas combinando itens cotidianos (que vão de tacos de beisebol a uma cadeira de rodas) e o mundo aberto e têm-se aí uma combinação de tirar o fôlego, perfeita para chacinar zumbis com as próprias mãos. O verdadeiro GTA de zumbis!

3°: The Walking Dead - The Game

Já falado à exaustão aqui no blog, mas de novo o jogo baseado nos quadrinhos emplaca. E por um motivo simples: É genial! Dos personagens carismáticos ao peso das decisões na história, The Walking Dead - The Game é uma verdadeira obra de arte da sumida Telltale Games, trazendo um roteiro que facilmente entra no mundo onde Rick e companhia vivem. E isso com personagens inéditos, mesmo que eles façam contato com alguns dos personagens de The Walking Dead. Obrigatório para o fã da obra de Robert Kirkman.

2°: Left 4 Dead 2

A desde sempre espetacular Valve entregou em 2009 a continuação de Left 4 Dead, que já era o jogo para quando entender a sensação de estar num apocalipse zumbi. O segundo jogo aumentou isso. Trazendo e melhorando o modo cooperativo, destaque do primeiro, Left 4 Dead 2 expandiu ainda mais toda a experiência de survival e criou o jogo de fps (first person shooter) com zumbis perfeito. Necessário jogar em grupo de 4 pessoas uma das boas criações da Valve, no nível dos outros espetaculares Portal e Half-Life.

1°: Resident Evil 4

O primeiro lugar de nossa lista é a definição perfeita de survival horror. Já trazendo a experiência acumulada com os 3 primeiros, a Capcom atingiu o auge da franquia Resident Evil com esse quarto capítulo. Controlando o agente Leon Kennedy, o grande objetivo é resgatar a filha do presidente americano de um lugar na Espanha completamente infectado de zumbis. Mas para isso o jogador vai levar muitos sustos. Criando a atmosfera perfeita, a Capcom botou medo no público e deixou muitas unhas roídas. Uma pena que os próximos jogos de Resident Evil acabaram sendo inferiores devido à falta de decisão de gênero a ser seguido pela produtora.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Novidades do Dia (08/02/2013): Assassinos, Zumbis e DC

Aqui estão alguns destaques do dia:

Já estava na hora: A Ubisoft anunciou finalmente um novo capítulo  para a franquia Assassin's Creed. Tudo que se sabe por enquanto é que o jogo trará um novo protagonista e se passará em um novo período histórico (ou seja, tchau tchau Connor). O lançamento será provavelmente antes de março de 2014, ou seja,  não espere novas imersões no Animus esse ano...

Columbus e Little Rock: Começou as contratações para o elenco de Zumbilândia, série da Amazon que trará o filme homônimo para as telinhas. Os primeiros atores confirmados foram Tyler Ross, substituindo Jesse Einsenberg no papel de Columbus, e Izabela Vidovic, que viverá o papel de Little Rock, antes de Abigail Breslin. Falta agora definir os atores que farão Wichita e Talahasse, antes de Emma Stone e Woody Harrelson, respectivamente.

O retorno do ladrão: O Grinch vai voltar aos cinemas. Depois da adaptação com Jim Carrey, a obra de Dr. Seuss vai ganhar um filme nos moldes de Horton e o Mundo dos Quem e O Lorax. Outro que também vai voltar, por sinal, é O Gato, que havia também ganhado uma versão live-action, nesse caso com Mike Myers, e vai ser desenvolvido em paralelo com o Grinch na Illumination em parceria com a Universal.

Canadá no Rio: A banda Nickelback foi confirmada no Rock in Rio. Pela primeira vez em solo brasileiro, os canadenses tocarão no dia 20 de setembro, mesmo de Ben Harper.

Mais cancelamentos impossível: A DC comics oficializou o cancelamento de mais seis séries. As agora finadas Savage Hawkman, Deathstroke, Fure of Firestorm, Ravagers, Sword of Sorcery e Team 7 integram a um grupo gigante de séries canceladas na editora em menos de 2 anos. Para se ter uma ideia, desde os novos 52 terem sido lançados a DC colocou nas lojas 66 séries e cancelou 22 delas, além dos infinitos troca-troca de roteiristas e desenhistas entre as edições. Digamos que não seja um bom ambiente de trabalho atualmente.

Recomeçando: Falando em DC, o filme da Liga da Justiça parece que vai procurar um novo roteirista. O roteiro escrito por Will Beall ao que parece foi descartado pela Warner pois nenhum diretor procurado estava aceitando filmá-lo. A notícia mais interessante sobre o filme, porém, é de que Ben Affleck (Amplamente favorito para ganhar o Oscar de Melhor Filme) havia sido procurado para, além de dirigir o filme, atuar como Bruce Wayne no filme. O artista obviamente recusou ambas as propostas.

Zumbis e Mitos: O ator Michael Rooker, que vive Merle em The Walking Dead, vai aparecer em um episódio de Mythbusters sobre zumbis. Não se sabe o tema ainda, mas há boatos de que vai envolver qual a melhor arma para se matar um zumbi e que foi requisitado 300 figurantes para o set.

PS4 ganha um jogo?: Uma fonte anônima informou ao site VideoGamer que Killzone 4 está em desenvolvimento para ser lançado no novo console da Sony. Ela ainda disse que o jogo será anunciado na Playstation Meeting, no dia 20 de fevereiro, mesmo dia em que se espera o anúncio do PS4.

Momento Two and a Half Men: A atriz Christina Applegate deixou o elenco de Up All Night, que já havia perdido sua criadora Emily Spiven e dois showrunner. A série passou por reformulações depois dos baixos índices de audiência e mudou de formato inclusive. Seria a saída de Christina a gota d'água para o cancelamento?

Nas Bancas (fev/2013)

Aqui vão os destaques de quadrinhos este mês:

Batman 9:  Esta edição tem como destaque o maior número de histórias. Além de trazer as habituais Batman, Detective Comics e The Dark Knight (que continuam o evento A Noite das Corujas), a mensal traz ainda uma extra da primeira, inclusa na edição americana e que detalha a história de um dos assassinos da, e a anual do Morcego, numa batalha com notícias chocantes contra o Sr. Frio.
Preço sugerido: R$9,80

Batman Asilo Arkham: A Panini está relançado a clássica obra de Grant Morrisson sobre Batman, que foi base para os jogos Batman: Arkham Asylum e Batman: Arkham City, além de ser uma das bases para Batman Begins. Além de trazer a história completa, esta edição traz os roteiros de Grant e rascunhos do desenhista Dave McKean, tudo revestido em capa dura e em papel crochê.
Preço sugerido: R$60,00

Nêmesis: Finalmente chega ao Brasil a paródia de Mark Millar (Kick-Ass) com os heróis. A história é centrada no vilão Nêmesis, que é uma versão maléfica de Bruce Wayne.
Preço Sugerido: R$21,90

Dark 8: Com o cancelamento de Ressureição, a revista vai trazer uma história extra a cada edição. Essa primeira dá destaque ao Monstro do Pântano, que está enfrentando a Podridão agora plenamente ativo, mas o principal é ainda a saga A Ascensão dos Vampiros, que termina com Liga da Justiça Dark e Eu, Vampiro.
Preço Sugerido: R$9,99

Esquadrão Suicida e Aves de Rapina 7: a sétima edição tem uma morte (mais uma!) bombástica no Esquadrão, além de mostrar as Aves de Rapina terminando sua busca pelo Asfixia.
Preço Sugerido: R$6,90

[Esta postagem será atualizada até o fim do mês]

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Top 10: Os melhores filmes baseados em quadrinhos

Ok, já fizemos a lista dos piores. Mas isso não quer dizer que houve bons frutos! Confira agora os 10 melhores filmes baseados em quadrinhos já feitos:

10°: Superman - O Filme

A ideia de fazer um filme baseado em quadrinhos era praticamente inexistente nos anos 70, mas a Warner apostou contra todas as chances e em 1978 inaugurou o gênero. E em grande estilo: Contratando gente de peso como Marlon Brando (que ganhou 3,7 milhões por um papel de 5 minutos como Jor-El), Gene Hackman e Christopher Reeve e apostando em efeitos visuais inéditos pra época, o filme estourou nas bilheterias, garantindo mais 3 sequências. Mas o que realmente eternizou o filme foi o cuidado em levar o último filho de Krypton às telas, respeitando sua origem nos quadrinhos e trazendo o ritmo das histórias. Um bom começo.

9°: Batman Begins

Depois de um horroroso Batman & Robin, o morcego ficou quase 10 anos sem ninguém que o quisesse levar aos cinemas novamente. Um desconhecido Christopher Nolan resolveu tentar, e a magia se fez. Batman Begins recomeçou a história do órfão milionário, oferecendo uma versão mais realista e sombria de Bruce Wayne, mostrando seu treinamento com a Liga das Sombras e seus primeiros dias como Batman. O ritmo, o realismo, o carro (pelamor, quem não quer ter um Tumbler depois de ver o filme?) e a história são os grandes trunfos de um primeiro capítulo de uma trilogia que ficou para a história cinematográfica.

8°: Kick-Ass - Quebrando Tudo

Baseado na história de mesmo nome de Mark Millar, Kick-Ass nos apresentou como seria o mundo de alguém que do nada resolve virar um herói fantasiado. Nas mãos competentes de Matthew Vaughn, o filme trouxe todo o clima e piadas da obra, além de usar novas ideias. Apesar do desempenho fraco nas bilheterias, Kick-Ass garantiu uma sequência, a ser lançada ainda esse ano.

7°: Homem-Aranha 2

Depois do primeiro ter sido absolutamente espetacular, a Sony lançou em 2004 a sequência de Homem-Aranha, que foi ainda melhor. Trazendo o vilão clássico Doutor Octopus, a segunda aventura do cabeça-de-teia trazia ainda uma história animal, mostrando um Peter Parker em crise e perdendo os poderes. Acertando em tudo, a Sony saiu vitoriosa e prometendo mais para o terceiro filme. Pena que isso não se realizou.

6°: Os Vingadores

Revelado em 2008 ao final do primeiro filme do Homem de Ferro, o tão aguardado projeto Vingadores chegou aos cinemas em 2012 como um verdadeiro sonho realizado aos fãs. Ver reunidos em um filme heróis como Capitão América, Hulk, Thor e Homem de Ferro era, afinal, considerado impossível de ser realizado por uma produtora. Mas a Paramount, em parceria com a Marvel Studios, resolveu apostar, e acertou em cheio. Rendendo mais de um bilhão no mundo inteiro, Vingadores trouxe ares de nostalgia numa trama que facilmente entraria numa história dos anos 60 da superequipe. Agora é esperar pela fase 2, que já se inicia com o terceiro filme de Tony Stark e promete levar Os Guardiões da Galáxia às telas.

5°: Homem de Ferro

Falando em Tony Stark, sua primeira aventura também foi um bom fruto. Aposta arriscada (Na época o personagem era quase terciário na Marvel), o primeiro projeto da Marvel Studios acabou sendo uma grande surpresa em 2008, rendendo alto para um herói que poucos haviam sequer ouvido falado. O grande trunfo talvez seja Robert Downey Jr., que trouxe sarcasmo, humor e humanidade ao seu Tony Stark, que foi de abandonado a estrela principal na editora, tal como seu ator, que consolidou sua volta por cima após problemas com drogas nos anos 90.

4°: X-Men Primeira Classe

Depois de matar quase todos os mutantes existentes, a Fox resolveu voltar no tempo para recontar a formação dos X-Men. Nas mãos de Matthew Vaughn, Primeira Classe ganhou ambientação sessentista, mas trama nada brega, focando principalmente na amizade de Xavier com Magneto. Além do roteiro e ambientação fantástico, o elenco muito bem montado (Michael Fassbender, James Mcvoy, Jennifer Lawrence e Kevin Bacon são alguns exemplos) e as histórias paralelas espetaculares garantiram um bom retorno da franquia aos cinemas.

3°: Scott Pilgrim Contra o Mundo

Baseada na graphic novel homônima, Scott Pilgrim Contra o Mundo trouxe uma genial adaptação da história de amor entre Scott e Ramona. Além de fazer uma homenagem interessante aos games e quadrinhos, o ritmo e os personagens bem adaptados e hilários são os grandes trunfos do filme, que infelizmente não foi bem nas bilheterias. Você pode conferir a nossa crítica do filme aqui

2°: Watchmen - O Filme

A adaptação da genial obra de Alan Moore já estava há tempos tentando chegar nos cinemas, passando por várias mãos e muitas vezes quase contratando elenco, mas não conseguia sair do papel. Foi apenas nas mãos de Zack Snyder que Watchmen chegou à tela grande 23 anos depois de sua publicação. E chegou bonita, sendo quase uma transposição literal da obra para filme. Todas as cores e diálogos são fielmente retratados, exceto o monstro, que virou milhares de bombas nucleares. Watchmen foi razoável nas bilheterias, mas foi uma das mais belas adaptações já feitas no cinema.

1°: Batman - O Cavaleiro das Trevas

Batman Begins já tinha sido espetacular, mas ninguém esperava que Christopher Nolan voasse tão alto na sequência. Trazendo todos os elementos do primeiro filme e com novidades acima do nível, O Cavaleiro das Trevas estourou no mundo inteiro e rendeu inúmeros prêmios à equipe, principalmente Heath Ledger, fazendo um Coringa tão endiabrado e maléfico que lhe rendeu um Oscar póstumo. A premiação, por sinal, pode até ter pisado na bola feio ao não indicar o filme para sua principal categoria, mas Batman quebrou a regra e apareceu em várias categorias, fato inédito para os filmes de super-herói e baseados em quadrinhos, e ainda saiu da cerimônia com 2 estatuetas. Vitórias merecidas a um filme que mostrou como gibis não são apenas para crianças.

Menções Honrosas: 300, V de Vingança, Coraline e o Mundo Secreto, Homem-Aranha, Homem de Ferro 2, X-Men, X-Men 2, Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Novidades do Dia (05/02/2013): Yodas, Estrelas e Relógios

Aqui estão alguns destaques do dia:

Guerras e seus derivados: A Disney confirmou hoje que realmente está planejando filmes derivados de Star Wars, sua mais nova franquia adquirida. Como bem disse Bob Iger, CEO da empresa: "Além dos Episódios 7, 8 e 9, posso confirmar que estamos trabalhando em filmes isolados. Simon Kinberg e Lawrence Kasdan estão trabalhando em filmes derivados de grandes personagens de Star Wars, que não farão parte da saga principal". O mais interessante porém foi que o anúncio oficial chegou poucas horas depois do AICN divulgar boatos sobre a possível produção de um filme da vida de Yoda, que seria desvinculado à série principal. Será?

Temos um escolhido!: A Marvel finalmente decidiu (depois de uma lista extremamente grande de candidatos) quem será Peter Quill, o Senhor das Estrelas, líder dos Guardiões da Galáxia. Será Chris Pratt, que fez A Hora Mais Escura, indicado ao Oscar de Melhor Filme esse ano. Ele superou gente como Wes Bentley, Jim Sturgess e Eddie Redmayne para conseguir o papel.

Coldplay contra-ataca: A música Clocks, da banda inglesa Coldplay, foi eleita pela rádio (britânica) BBC 3 a música da década. Em segundo ficou I Bet You Look Good on the Dance Floor, do Artic Monkeys, seguida de One Day Like This (Elbow), Bloodbuzz Ohio (National) e Mr. Brightside (The Killers). Se você ainda não ouviu Clocks, você pode ouvi-la aqui.

E lá vai ele morrer de novo: Sean Bean acaba de entrar para o elenco de Jupiter Ascending, novo filme dos Irmãos Wachowski. Ele vai interpretar Stinger, que, segundo informações do Deadline, é um personagem parecido com Han Solo. Alguém duvida que ele vai morrer?

Halo em novos mares: A franquia Halo pode chegar à plataforma Steam, segundo usuários do fórum NeoGaf. Eles flagraram indícios no banco de dados do sistema de que a série pode estrear na plataforma, deixando a exclusividade da Microsoft em lançá-los. Os jogos flagrados foram Halo 2, 3 e Combat Evolved.

Mais uma a bordo: Kristen Wiig acaba de ser confirmada no elenco de O Âncora 2. Após Christina Applegate comemorar a chegada da companheira, a Paramount confirmou. Agora é ver se ela realmente vai fazer o interesse amoroso do personagem de Steve Carell.

O retorno do... espetacular?: O diretor Marc Webb anunciou o começo das filmagens de O Espetacular Homem-Aranha 2. As novidades no elenco são Paul Giamatti (que fará o vilão Rino), Jamie Foxx  (o vilão, agora negro, Electro) e Shailene Woodley (a ruiva Mary Jane, em pequena participação).

Coleção Diamante é para fracos: A Marvel anunciou uma Coleção Adamantium de 700 páginas com as melhores histórias de Wolverine para o meio do ano. Custando 200 doláres (ouch!), o livrão peso pesado vai da consagrada Origem à Wolverine and the X-Men e chega em julho, a tempo do novo filme do herói.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Crítica: Os Miseráveis

Nova versão de musical ousa, mas é um pouco desafinada

Publicado em 1862, Os Miseráveis virou um grande sucesso, esvaziando prateleiras e ganhando milhares de edições em diferentes línguas ao redor do mundo. Tornado domínio público, a obra de Victor Hugo acabou ganhando um improvável musical em 1980 sobre a situação do povo francês, que agora chega aos cinemas pela mão do oscarizado Tom Hopper.
A história é a mesma: Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para saciar sua família, é preso, passa 19 anos na cadeia, rouba um padre, promete se endireitar e por aí vai. Claro, não há muito a mudar no roteiro, logo o importante de reparar é a retratação da pobreza do povo francês da época. E é aí que a parte técnica se destaca: Das vestes às marcas da doença, Os Miseráveis transporta o sofrimento da maioria da população, contrastando claramente com a pequena camada rica, ganhando filtros de câmera mais leves e suaves. O desabafo de Fantine em I Dreamed a Dream evidencia isto, ainda mais com a atuação soberba de Anne Hathaway, humanizando o sofrimento de sua personagem frente à perda de sua humanidade, tudo para sustentar sua filha Cosette (Isabelle Allen e Amanda Seyfred). No elenco também se destaca Hugh Jackman, fazendo um bom Jean Valjean, e o casal Thenárdier interpretado por Sacha Baron Cohen e Helena Boham Carter, que trazem um pouco de alívio cômico à pesada trama.
Porém o diferencial de Os Miseráveis é a parte musical. Inteiramente cantado, salve algumas poucas falas, o filme ainda traz a voz original dos atores, sem auxílio de um estúdio. Apesar da ideia ser muito criativa, a combinação de desafinos frequentes (Amanda Seyfred, por favor, aprenda a cantar) mais o enjoo de só ouvir gente cantando por duas horas e meia torna o filme maçante, além de tornar seu povo um pouco mais seleto. Por outro lado, a voz original torna ainda mais teatral e humano as atuações, como nas cenas da barricada ou de novo em I Dreamed a Dream, realmente o ápice do filme. Outro problema é o abandono de cenas mostrando a pobreza depois da barricada, o que torna a derrota do motim em uma estranha vitória.
A experiência de Os Miseráveis é no final das contas difícil para quem não está habituado a ver musicais, mas para quem gosta é um verdadeiro prato cheio, trazendo toda a experiência de uma ópera. Nada melhor, afinal, que ver Jean Valjean pela milésima vez resgatar Marius (Eddie Redmayne) da morte certa, não?

Nota: 7/10

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Crítica: O Lado Bom da Vida

David O. Russell continua a dar destaque à atuação em seu mais novo filme

Nas primeiras cenas de O Lado Bom da Vida mostra-se Pat Solitano (Bradley Cooper) saindo do sanatório com sua mãe (Jackie Weaver). Em um jeito apressado, ela anuncia que o acordo está cumprido, e que ele poderá continuar sua recuperação em casa. Na saída encontram Danny (Chris Tucker), ex-companheiro de Pat no sanatório, que pede uma carona para casa, descobrindo-se logo depois que ele estava na verdade fugindo do lugar.
Esses primeiros momentos dão o tom do que vai acontecer no novo filme do diretor David O. Russell. Com toques de comédia, vemos a nova rotina de Pat depois de descobrir ser bipolar quando viu a esposa traindo-o com o colega de profissão no chuveiro e o espancá-lo quase a morte. Em meio a sessões com o psiquiatra e a dinâmica com os pais ele conhece Tiffany, outra que tenta lidar com a mudança súbita, agora a morte de seu marido em um acidente bizarro. Juntos eles tentam superar, cada um a sua maneira, o novo mundo que os aguarda.
O filme, que é uma adaptação, lida com um roteiro que nas mãos erradas facilmente se tornaria uma comédia romântica desprezível, mas a maneira como David O. Russell trata-o de maneira a lidar com a doença mental sem preocupação (sem cair na armadilha do drama exagerado e chato) e, como sempre, focaliza sua atenção nas atuações de seu elenco fazem o espectador nem reparar nos defeitos e clichês deste.
Elenco por sinal em excelente fase. Os cinco atores principais se destacam fortemente, em especial Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. Robert de Niro evoca suas atuações de tempos de sua parceria com Scorcese no papel de pai apostador, Jacki Weaver vai além em seu papel de mãe e Chris Tucker volta muito bem aos holofotes depois de andar um tempo sumido. Tudo isso graças ao talento do diretor, montando o filme focando na reação desses personagens. Reações essas que rendem ótimos momentos, como a cena de Pat inconformado com a obra de Hemingway ou a da aposta com todos os cinco na sala, ambas os pontos altos do filme.
O Lado Bom da Vida ao final se resume a uma mistura interessante de superação, humor e boas atuações, em um filme onde o maior aplauso fica de fato a O. Russell, que sai da fórmula típica de diretor focado no roteiro para um mais atento no indivíduo e sua relação com o mundo ao seu redor. Claro, isso tudo já havia sido provado em O Vencedor, mas parece que David melhorou ainda mais suas estruturas já apresentadas, criando um possível caminho à perfeição.

Nota: 8/10