Han Solo - Uma História Star Wars

Leia a nossa crítica do mais novo derivado da saga!

Deadpool 2

Continuação tenta manter a subversão do original enquanto se rende às convenções hollywoodianas

Desejo de Matar

Eli Roth aterroriza ação do remake e não deixa os temas caírem na ingenuidade

Nos Cinemas #1

Nossos comentários sobre O Dia Depois, Submersão e Com Amor, Simon

Jogador N° 1

Spielberg faz seu comentário sobre o próprio legado em Hollywood sem esquecer do espetáculo no processo

segunda-feira, 25 de março de 2013

Crítica: The 20/20 Experience (Justin Timberlake)

Timberlake se perde na experimentação em seu retorno ao cenário musical

Após sete anos de dedicação à sua carreira como ator, Justin Timberlake retorna agora ao cenário musical com The 20/20 Experience, disco que recebeu bastante divulgação e atenção da mídia, principalmente por ser a volta daquele considerado há muito tempo como "o sucessor de Michael Jackson como rei do pop". Apostando no retorno ao R&B mais clássico e estiloso, o novo disco de Timberlake tem essa apresentação impecável, visando estimular qualquer um à curiosidade de comprar o disco e ouvi-lo. Porém já nas primeiras faixas percebe-se problemas, que vão se estender até o final do álbum.
Em muitos momentos de The 20/20 Experience Timberlake se perde em meio aos mais variados recursos disponíveis, já que o foco aqui é o som e não a letra. Um exemplo disso é Pusher Lover Girl (abre-alas do disco), que vem com um estilo refinado até seu quinto minuto, onde o cantor muda o tom para um improvável remix eletrônico da própria. A mudança é tão bruta que perde-se todo o ritmo criado até ali.
Essa necessidade de exercitar o lado dj repete-se várias vezes, e só cai bem quando é o centro da música, como nos pontos altos Let the Groove Get In (única canção que se separa do R&B para uma batida mais latina) e Suit & Tie. Fora essas temos vários momentos onde a repetição de sons é incrivelmente irritante, desde Don't Hold the Wall até Blue Ocean Floor, que além de repetitiva é excessivamente cansativa, graças em parte à necessidade de toda música ter mais de 5 minutos.
Depois de ouvir as 10 músicas, chega-se à conclusão de que Justin Timberlake aprecia fazer novos arranjos para o decaído e repetitivo cenário pop. É claro que qualquer nova ideia é bem vinda, mas é preciso saber equilibrá-las com o exagero artístico. E é notável o quanto Timberlake precisa aprender isso. Veremos se nesse retorno do cantor (continuando com uma extensão de The 20/20 Experience ainda esse ano) aproveitaremos seu talento plenamente.

Nota: 5/10

domingo, 24 de março de 2013

Fight!: Vingadores X X-Men

Este mês chega às bancas brasileiras a edição zero de Vingadores X X-Men, megaevento da Marvel do ano passado nos EUA que só chega agora ao Brasil. As duas super-equipes são as principais fontes de renda da editora, mas sempre trilharam caminho próprio e com poucos pontos de encontro. Agora que ambas vão se confrontar, nada melhor que um Fight! para determinar qual será a mais poderosa do Universo Marvel! Confira:
Regras: Serão 5 categorias a ser analisadas, quem for melhor na maioria delas ganha o duelo. O ganhador de cada categoria será sublinhado. É possível haver empate.

Legenda:
Vingadores - V
X-Men - X

Origem

V: Lançada em setembro de 1963, a primeira publicação reunia Homem-Formiga, Vespa, Homem de Ferro e Thor para combater o Hulk, atraído por Loki. Após conterem o monstro e derrotarem o deus, os 4 heróis e Bruce Banner veem que formam um bom time e fundam os Vingadores.
X: Também lançados em setembro de 1963, os X-Men foram fundados pelo  telepata Charles Xavier (O Professor X) e tinham como objetivo de defender o seu sonho de "convivência pacífica entre mutantes e humanos" e derrotar mutantes com planos para dominar a humanidade. Situados na Escola para Jovens Super Dotados, a primeira formação era composta de Ciclope, Fera, Homem de Gelo, Anjo e Garota Marvel (mais conhecida como Jean Grey)

Integrantes Famosos

V: Quase todos os personagens de destaque da editora já passaram pela equipe. Desde Homem-Aranha ao x-man Wolverine, os Vingadores foram responsáveis inclusive pelo retorno do Capitão América, descongelando o herói do coma sofrido após anos no gelo.
X: Os X-Men reúnem apenas mutantes, portanto não espere pela entrada de gente como o Homem de Ferro e o Capitão América. Mas a equipe tem vários personagens importantes ao universo Marvel, como Wolverine, Jean Grey (que acabou virando ameaça) e Tempestade.

Maiores Vitórias

V: A super-equipe impediu várias vezes que a Terra fosse dominada ou, pior, destruída. Exemplos bons disso são Loki (primeiro vilão dos Vingadores), Galactus (Mais um vilão do Quarteto Fantástico), Thanos e sua manopla e os Skrulls, que sempre tiveram planos maléficos para nosso mundo. Felizmente sempre tivemos os Vingadores para evitar essas catástrofes
X: Apesar de nunca ter assegurado isso de fato, a equipe de Xavier conseguiu criar um canal de comunicação com a sociedade humana e impedir que os mutantes fossem caçados e estudados como animais. Claro que várias vezes tivemos deslizes, mas quem disse que era fácil? Além disso, a equipe de Charles Xavier já impediu muitos mutantes como Apocalipse de conseguirem dominar o planeta e escravizar os seres humanos, sempre perpetuando o sonho do Professor X.

Principais Inimigos

V: Uma super-equipe não se junta por acaso. Os Vingadores se reuniam no começo com o objetivo de vencer uma ameça que sozinhos não conseguiriam. Bons exemplos são os citados no tópico acima: Loki (Pô Thor!) e os Skrulls querem o tempo todo dominar nosso planeta, enquanto Galactus e Thanos querem destruí-lo (Por motivos beeeem diferentes). Com tantos inimigos é até compreensível o número de heróis integrantes das várias equipes subsidiárias da "marca" Vingadores.
X: Os maiores inimigos do grupo mutante sempre foram aqueles que querem acabar com o equilíbrio entre humanos e não-humanos. Encaixam-se nesse perfil Magneto, Apocalipse e o Clube do Inferno: Os dois primeiros querem acabar com a raça humana (apesar de Magneto ter se juntado aos X-Men uma época), enquanto o terceiro quer exterminar os mutantes. Apesar de serem mais armas do que vilões, os Sentinelas também são muitas vezes uma baita dor de cabeça para os X-Men.

Nos cinemas

V: A Marvel começou timidamente, mas no primeiro filme do Homem de Ferro foi anunciado o Projeto Vingadores, que traria a super-equipe para os cinemas. Construindo aos poucos a expectativa dos fãs, a cada filme solo mais um pedaço era revelado, culminando no longa do ano passado, que arrecadou mais de um bilhão internacionalmente. O filme é atualmente a terceira maior bilheteria do mundo com 1,5 bilhão de dólares arrecadados, atrás apenas de Titanic e Avatar.
X: Com os direitos em mãos, a 20th Century Fox botou a mão na massa e fez nada menos que cinco filmes da equipe nos cinemas. Composta pela trilogia produzida por Brian Singer, o péssimo X-Men Origens: Wolverine e o excelente X-Men: Primeira Classe, a franquia já arrecadou quase 2 bilhões mundialmente. E a brincadeira não para por aí: Esse ano chega Wolverine - Imortal, ano que vem teremos a sequência de Primeira Classe e está nos planos da produtora o filme de Deadpool, o mutante mercenário falante do grupo. Promete!

Resultado: Vingadores: 4
                   X-Men: 2

Os Vingadores vencem nosso duelo de hoje. Apesar de ambos estrearem no mesmo ano e mês(!?), a equipe liderada pelo Capitão América tem integrantes mais famosos, vilões mais perigosos e vitórias mais importantes para o nosso mundo, enquanto os X-Men mantém uma boa relação com os cinemas. Isso pelo menos aqui, veremos como vai se desenrolar essa épica super luta entre mutantes heróis e super-heróis!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Novidades da Semana (16/03/13 a 22/03/13): Robert Redford, Freedie Mercury, Paramore e New York New York!

Aqui estão os destaques da semana:

Mais trabalho de camper: A 505 Games anunciou Sniper Elite 3, continuação da franquia de tiro em primeira pessoa. Feito para as plataformas PS3, Xbox 360 e PC, o jogo, que continuará a história do soldado da 2° Guerra Karl Fairburne, não tem data definida para sair, mas a produtora garante para meados de 2014.

I Want it All: Ao que parece Tom Hooper tem um novo projeto. O diretor ganhador do Oscar por  O Discurso do Rei e também responsável pela direção da última versão de Os Miseráveis quer agora fazer a cinebiografia de ninguém menos que Freddie Mercury! Já em planejamento há tempos, o filme sobre o cantor do Queen tem até agora confirmado Sacha Baron Cohen (Sim, o Borat) como o protagonista e que inclusive já trabalhou com Hooper. Será mesmo que veremos Bohemiam Rhapsody em câmera holandesa?

Abrindo o Mar Vermelho: Na vindoura disputa de Moisés o páreo promete. Enquanto Ridley Scott planeja sua versão do episódio bíblico em Exodus pela Fox, a Warner está atrás de um diretor para comandar Gods and Kings após perder Steven Spielberg. E parece que eles tem um novo alvo: A produtora estaria negociando com ninguém menos que Ang Lee, último vencedor do Oscar de direção, para a tarefa. Já na Fox a procura é de um ator, e ninguém menos que Christian Bale é a opção para viver o profeta israelita. Ambas as notícias foram divulgadas em pouco espaço de tempo pelo Deadline.

Loucura cultural: Depois de Doctor Who, o canal TV Cultura vai colocar em sua programação outra série de sucesso. Mad Men, vencedora de inúmeros Globos de Ouro e Emmys, vai estrear na programação aberta depois de começar no canal HBO. Mas ainda não há detalhes sobre como a história ambientada nos anos 60 vai entrar na já lotada grade do canal.

Quem não tem Hermione caça com Oliver?: Depois de levar um sonoro não de Emma Watson via Twitter, a adaptação de 50 Tons de Cinza continua a procurar elenco. E ao que parece Stephen Amell agora negocia para entrar como Christian Gray, o pervertido sexual do livro. Não bastava ser playboy milionário em Arrow Stephen?

Snake Plissken is back!!!: O poderoso produtor Joel Silver vai financiar, junto ao Studio Canal, uma nova franquia de Fuga de Nova York, filme de 1981 dirigido por John Carpenter e com Kurt Russel como eterno Snake Plissken. O plano é fazer um prelúdio à la Planeta dos Macacos: A Origem para o personagem, responsável pelo resgate do presidente dos EUA de uma Nova York transformada em super-prisão. Agora começam as buscas por um roteirista.

Lagartos me mordam: O remake de Godzilla fechou seu elenco e já iniciou as filmagens nessa segunda. Além de Elizabeth Olsen, Aaron Johnsson, Bryan Craston e Juliette Binoche, confirmados previamente, foi inclúido de última hora Ken Watanabe. Será que dessa vez vai?

Só nos tapas: John Riccitiello, CEO da Eletronic Arts, entregou seu pedido de demissão nesta segunda-feira. Enquanto o conselho da empresa procura um novo homem para o cargo, um ex-executivo da empresa, que pediu para não ser identificado, mandou críticas pesadas a Riccitiello ao site GameIndustry. Segundo ele, "Riccitiello perdeu dinheiro todos os anos enquanto eu estive na companhia (...) Simplesmente não sabia nada sobre jogos, ou melhor, não sabia nada de entretenimento interativo em geral". E a coisa só piora: "A EA tem atualmente uma grande quantidade de executivos sêniores improdutivos (internamente costumávamos chamá-los de 'O lar de idosos da EA') que pensam que são (ou foram) mentes criativas. Mas as pessoas criativas deixaram a EA há muito tempo para procurar trabalho onde podiam ser criativas (correr riscos) e inventar coisas". Além disso, a segunda maior empresa no ramo de videogames sofreu amargas derrotas com SimCity e o criticado sistema de microtransações de Dead Space 3. Problemas no paraíso?

Evil domination: O Bleeding Cool soltou uma interessante estratégia da DC para completar dois anos de Novos 52. Ainda em análise, a editora planeja fazer um "mês dos vilões", onde suas 52 séries mudariam de nome para os arquiinimigos dos heróis por uma edição. Por exemplo: Batman vira Coringa, Lanterna Verde vira Sinestro e por aí vai. Esses boatos batem com a declaração da DC em comemorar todo mês de setembro o aniversário dos Novos 52, como no ano passado e suas edições #0

Namoro a distância não é fácil: Parece que o deus do trovão ganhou concorrência. O ator britânico Chris O'Dowd (conhecido por seu papel em The IT Crowd) escreveu em seu Twitter que estaria "filmando uma cena de encontro com Natalie Portman", e logo depois afirmou a um site ser em Thor 2: The Dark World. As teorias já começaram nos fóruns, e tem muita gente apostando em Donald Blake, o ex-namorado de Jane Foster que nos quadrinhos é o disfarçe de Thor em nosso mundo. Seria algo tão bom assim?

Calafrios: A adaptação da série de horror noventista Goosebumps ganhou um diretor. Será Rob Letterman, que tem no currículo Monstros vs. Alienígenas. Ainda não há data para o começo das filmagens.

Um Hobbit na ficção científica: Peter Jackson estaria afim de dirigir um episódio de Doctor Who. Em entrevista à revista EW, o diretor da trilogia Senhor dos Anéis ainda não precisaria ser pago, desde que lhe fosse entregue um dos novos Daleks da nova temporada (Jackson já tem 2 em casa). Em resposta, o produtor-executivo Steven Moffat disse que "estão a bordo de qualquer coisa, teoricamente falando. Desde que tenhamos uma boa história". Lembrando que Ian Mckellen, vulgo Gandalf, já participou de um episódio da 7° temporada. É a Terra-Média se modernizando?

Acabou!: O eterno processo entre a Warner Bros. e a família de Jerry Siegel pelos direitos de Superman parece estar chegando aos seus finalmentes. Nesta quarta-feira o juiz Otis Wright emitiu uma ordem garantindo ao estúdio e à DC Comics o domínio sobre os direitos do personagem, tirando os herdeiros de Siegel de qualquer domínio sobre o personagem. A filha do escritor ainda pode ir pro pau pelos direitos de publicação de Superboy e Superman no começo dos anos 1939, mas agora os personagens são das empresas. Boa notícia para O Homem de Aço, que pode ser lançado sem problemas.

O poder do povo: O Bleeding Cool havia divulgado ontem que uma das razões do roteirista Joshua Hale Fialkov ter abandonado duas séries mensais do Lanterna Verde teria sido por não querer matar o lanterna John Stewart às ordens da DC. Pouco tempo depois os leitores começaram a se manifestar na internet, protestando contra a decisão. E parece ter funcionado, pois a editora abandonou a ideia e agora vai ter que dar outro rumo ao universo da Tropa. Quem diria?

Aleluia: Os fãs brasileiros do Paramore podem parar de chorar. A banda da ruiva Hayley Williams vai fazer uma mini-turnê pelo Brasil a partir de julho, passando por Rio de Janeiro (dia 25 no HSBC Arena), Belo Horizonte (dia 26 no Expo Minas), Brasília (dia 28 na Arena Iguatemi), São Paulo (dias 30 e 31 no Espaço das Américas), Curitiba (dia 2 de agosto no Master Hall) e Porto Alegre (dia 3 de agosto, sem local confirmado) para divulgar seu novo trabalho, intitulado simplesmente de Paramore.

Golpe de Mestre: Ao que parece Robert Redford quer entrar no universo Marvel nos cinemas. O ator estaria negociando com a Paramount para participar do elenco de Capitão América 2 - O Soldado do Inverno como um agente veterano da Shield, que faria participações em outros filmes baseados nos quadrinhos da editora. Falcão, Soldado Invernal e agora Robert Redford. Falta algo mais para Capitão América 2 convencer?

quarta-feira, 20 de março de 2013

Primeiras Impressões: Bates Motel


A criação de um serial-killer em plena adolescência

Após o sucesso de séries de temáticas pesadas, como The Walking Dead, Game of Thrones e American Horror Story, já se era de esperar que o número aumentasse nessa temporada. A primeira novidade dessa leva no gênero do terror é Bates Motel, que aborda a juventude de um certo Norman Bates (Freddie Highmore), vivendo com sua mãe (Vera Farmiga) em um hotel à beira da estrada.
É bastante complicado de se abordar o começo de um serial killer, principalmente em um programa semanal com potencial para várias temporadas (dependendo de quanto render ao A&E). e isso causa um certo receio a qualquer fã de Hitchcock. Mas o prelúdio a Psicose já nos primeiros minutos acaba com essa imagem ao nos mostrar um Norman correndo pelos corredores de sua casa repleta de fotos de família, uma prévia da conexão dele com sua mãe Norma, uma mistura de paixão de amante (a cena de Norman olhando sua mãe na janela usando apenas roupa íntima é o ponto alto disso) e maternal.
Essa estranha família e sua chegada ao hotel (já abençoado com sangue) é o centro das atenções por todo o piloto, mas o verdadeiro objetivo de Bates Motel é o crescimento do assassino de Psicose pela puberdade, e isso se torna evidente na interação de Norman com outros adolescentes: O garoto que ouve música clássica no ponto de ônibus, foge de casa e se sente desconfortável na mesma são pequenos exemplares do que pode vir a ser explorado na série. Tudo bem dosado em uma atuação de alto nível de Freddie Highmore, deixando para trás a imagem de "criança fofinha" em A Fantástica Fábrica de Chocolate para virar o perfeito Norman Bates.
Mas a influência da mãe não fica para trás. Excelentemente caracterizado pela sempre ótima Vera Farmiga, a Norma já veio mostrando o quão é desequilibrada a ponto de afetar seu filho, segundo ela sua última chance de fazer algo certo na vida.
Bates Motel traz porém algumas peculiaridades: Trazer a história para os tempos atuais a princípio pode vir a ser um obstáculo à trama, mas é bom ver como a série tenta criar seu próprio caminho, atualizando a trama, e mantendo alguns elementos do filme de 1960, como a própria casa. Os erros se concentram mesmo no elenco de apoio feminino, composto exclusivamente de mulheres bonitas (Tudo bem Norman personalizar sua mãe em outras mulheres, mas até a professora precisava mesmo ser linda?) e os ganchos para arcos futuros, como o irmão de Norman e a amiga doente ao final do episódio (Triângulos amorosos com adolescentes são desde sempre tramas furadas), fatores que podem atrapalhar o andamento da série no futuro.
No geral Bates Motel apresenta-se bem e já tira toda a apreensão de violar o clássico de Hitchcock. O piloto corre naturalmente e só erra em assuntos futuros, indicativo de que o planejamento da série não deve passar de 5 temporadas. Um alívio se pensarmos bem, afinal, quem quer ver um Bates adulto matando novamente Marion Crane?

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dica da Semana: 100 Balas

Quatro anos após o fim nos EUA, a Panini finalmente está alcançando as publicações de 100 Balas (Está no 14° encadernado de 15), série de quadrinhos ganhadora de 3 Eisner e 4 Harvey Awards. E se você ainda não começou a ler a história escrita por Brian Azzarello e desenhada por Eduardo Risso já passou da hora!
Ambientado nas partes mais marginalizadas das grandes cidades, a premissa é simples: Um agente chamado Graves se encontra com pessoas de vidas arruinadas e fornece uma maleta com provas de quem ferrou a vida delas, uma arma e 100 balas não rastreáveis (ou seja, se qualquer uma desses projéteis for encontrado pela polícia as investigações serão imediatamente terminadas e a pessoa sai livre do crime). Cabe a elas decidir se devem se vingar ou apenas continuar o curso de suas vidas arruinadas.
A partir desse trama que vemos várias histórias de indivíduos únicos, desde a garota que perdeu marido e filha em um tiroteio ao barman com futuro em um restaurante que foi pego com pornografia infantil. Além disso descobrimos os mistérios por trás de toda essa iniciativa desse agente supostamente justo e seu envolvimento com a maléfica organização Cartel. Tudo isso ilustrado pelas belas artes de Risso e roteiros brilhantes de Azzarello.
100 Balas é realmente uma marcante obra que infelizmente acabou, mas merece todo o respeito dos fãs de quadrinhos. E se você não leu, a nossa dica da semana não poderia ser outra!

Crítica: Oz - Mágico e Poderoso

Sam Raimi não consegue se expressar enquanto Disney aposta no seguro

É até estranho que a Disney tenha lançado só agora mais um filme de conto-de-fadas repaginado. A situação só fica mais esquisita pois foi a própria empresa do ratinho que iniciou essa onda - e muito bem, por sinal - com Alice no País das Maravilhas.
Dúvidas a parte, a rica companhia lança agora Oz - Mágico e Poderoso, um prelúdio à história do Mágico de Oz. Focada no personagem do título, a trama é bem simples. Oscar Diggs (James Franco), um artista de circo trambiqueiro, acaba em um balão e, pego por um furacão, cai na terra de Oz. Lá ele, confundido com o homem salvador previsto por uma profecia, vai conhecer o embate entre as três irmãs bruxas Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams) e, não sabendo onde a verdade reside, deve descobrir o seu verdadeiro "eu".
A trama fica bem por aí, rasa e com um desenvolvimento leviano de Oz, ainda que mantenha o espectador entretido. O problema principal da película é, na verdade, a falta de identidade. A Disney não teve acesso a muitos dos elementos do Mágico de Oz original (propriedade da Warner), e por isso vive pisando na linha do autorizado e proibido. Não espere portanto a aparição dos sapatinhos de rubi ou um dos 3 acompanhantes de Dorothy no mundo mágico.
Outro coisa que incomoda é a inevitável comparação com Alice. Desde a direção de arte à câmera, todos os quesitos técnicos com o qual o filme poderia ser deslumbrante acaba por ser uma cópia do País das Maravilhas, agora com uma estrada de tijolos. A chegada de Oz é o ponto alto disso, mostrando cenários nada diferentes do que se vê na indústria de efeitos, afastando o espectador da surpresa vivida pelo personagem no momento.
Quem mais sofre mais em meio a tudo isso é, na verdade, Sam Raimi. Interessado desde o início em contar a origem do mágico de Oz, o diretor não consegue manter um estilo próprio em meio à necessidade da Disney de contar uma história diferente com uma produção já testada. É até notável como se tenta ao longo do filme atrair a todos os públicos, dos novos com piadas bobas envolvendo o macaco voador Finley (Zach Braff) aos velhos com o máximo de referências possíveis e o começo todo feito em preto-e-branco e 8mm.
Oz - Mágico e Poderoso não consegue se definir ao final de tudo. Pior, falha em criar laços com o original de 1939. É apenas mais um exemplo de como os filmes que supostamente "tornariam mais adultos" os contos de fada não se sustentam e acabam por ser vantajosos aos cofres das produtoras, ganhando dinheiro às custas da nostalgia.

Nota: 3/10

sexta-feira, 15 de março de 2013

Novidades da Semana (08/03/13 a 15/03/13): Adaptações, tchau-tchaus e esperança

Aqui estão os destaques da semana:

De volta ao caso: As filmagens da terceira temporada de Sherlock ganharam data de início após tantos adiamentos por causa das agendas dos atores Martin Freeman (o Bilbo de O Hobbit) e Benedict Cumberbatch (Smaug em O Hobbit e o vilão do novo Star Trek). O próprio Freeman confirmou que as gravações começam nas duas últimas semanas de março e ainda comentou que, apesar de já ter lido o roteiro, não sabe qual o futuro da série britânica após o último episódio da segunda temporada. Cumberbatch também acrescentou dois dias depois que haverá quarta temporada sim, já que tem contrato para pelo menos 4 temporadas, ignorando os boatos da terceira ser a última. Os fãs tem muito a comemorar.

Finalmente: O diretor Kevin Smith publicou em seu Facebook a capa do roteiro de o Balconista 3 e afirmou que começou a escrever a história da terceira aventura de Dante Hicks e Randal Graves. Ele ainda disse: "O começo do fim. Há 20 anos, começamos a filmar O Balconista. Passados 20 anos, sem nenhum plano ou provocação, pulei da cama às 4h20 da manhã e comecei a escrever O Balconista 3. É como encontrar velhos amigos. Depois de duas horas apertando as teclas e rindo, cheguei a uma conclusão... O Balconista 3 será o meu melhor filme". E mais fãs celebrando.

Planos Futuros: Os produtores David Benioff e D. B. Weiss, de Game of Thrones, fizeram uma declaração ao site Mother Jones sobre a duração sobre a série ambientada em Westeros. Baseada na obra de George R. R. Martin, os dois falaram que "a oportunidade de contar uma história coerente que dure 80 horas" (Como cada temporada tem 10 episódios, algo em torno de 8 temporadas). "Isso se a HBO quiser continuar mantendo a série" ainda afirmaram. Como Game of Thrones manteve altos índices de audiência para um canal pago, é bem provável que eles consigam suas 80 horas.

Tchauzinho: O ator Nicolas Cage, intérprete do Motoqueiro Fantasma nos dois filmes do herói, declarou que provavelmente não retornará para um terceiro filme. “É possível que façam mais um, mas não será comigo. Eu nunca gosto de dizer nunca... tudo é possível, mas duvido, muito, que eu estarei em um terceiro filme dessa série" disse ao Collider. Como o segundo filme rendeu abaixo do esperado e atraiu a poucos, a Sony Pictures, dona dos direitos, quase com certeza não produzirá uma nova aventura. Resta agora torcer para os direitos do herói serem devolvidas à Marvel para que finalmente tenhamos uma película à altura do personagem demoníaco.

Sonhando: Danny Boyle espera conseguir filmar a sequência de Trainsportting em 2016. Ao The Playlist, o ganhador do Oscar disse querer reunir novamente o elenco do primeiro filme e que John Hoodge, roteirista do original, estaria escrevendo o argumento novo. O que já se sabe é que próximo filme de Boyle é Trance, remake de uma produção britânica de 2003, mas realmente depois disso a agenda do diretor está livre. Será que acontece mesmo?

Preview: Até agora totalmente secreto, Thor 2 - The Dark World pode ganhar um trailer, que acompanharia as cópias de Homem de Ferro 3. Como a terceira aventura de Tony Stark começa a sair em abril, é possível que finalmente, há 8 meses da estréia, o deus do trovão nos dê um relance de sua nova película?

Decepções: Depois de perder seu diretor, a sequência de Oz - Mágico e Poderoso confirmou que a personagem Dorothy ainda não vai aparecer. O produtor Joe Roth disse que "absolutamente não envolve Dorothy. Ainda faltam 20 anos para Dorothy chegar. Muita coisa pode acontecer nesse tempo". Quando se finalmente pode-se soltar do filme da Warner, a Disney não quer....

Wi-Fi neles: O produtor-executivo de Fifa 14 David Rutter disse ao WhatCulture que o foco da nova edição do game é a conectividade. "Quem possui um console conectado já está dentro do componente da EA Sports Football Club. Tudo o que você faz dentro do jogo conta para o seu nível de pontuação, além de você poder ver o que seus amigos também estão fazendo. Estamos entregando atualizações dos jogadores profissionais, e colocando mais desafio nas partidas reais. Você pode baixar um app para continuar acompanhando seu desempenho na EASFC, e gerenciar o seu Ultimate Team". Já quem quiser seguir solo ele acrescenta que "Estamos trabalhando em muito conteúdo para a campanha solo". Será que vai mesmo?

Polêmica: O jogo mal saiu e já tem que mudar: God of War Ascension vai mudar o nome do troféu Bros Before Hos (algo como os irmãos antes das vadias) após vários usuários da PSN acharem ofensivo. A Santa Monica Studio escreveu que queria dizer que antes de se perder nas tentações da carne, o bromance prevalece. Mesmo defendendo, a produtora vai soltar uma atualização que vai mudar o nome da conquista para Bros Before Foes (irmãos antes de inimigos).

Cancelamento: O filme de Bioshock foi oficialmente cancelado. O diretor criativo da série, Ken Levine comunicou em entrevista ao Eurogamer que a produção da Universal teve o orçamento bastante reduzido após o fracasso de Watchmen, outra superprodução com censura 18 anos, desencadeando o problema. O diretor Gore Verbinski (Piratas do Caribe) caiu fora, e Levine não gostou do substituto Juan Carlos Fresnadillo. “Eles colocaram outro diretor, e eu realmente não achei que combinava - e a 2KGames é uma dessas companhias que coloca muita confiança criativa nas pessoas. Então eles disseram: se você quiser matar, mate. E eu matei”. A gente esperava muito o lançamento, mas Bioshock O Filme virou mais um balde de água fria afinal.

E marque na agenda: Jupiter Ascending, o suposto primeiro filme de uma trilogia dirigida pelos irmãos Wachowski, será lançado em 25 de julho de 2014 nos EUA. Ambientado em um universo onde os seres humanos são o patamar mais baixo da escala evolutiva, uma imigrante russa (Mila Kunis) limpa banheiros para sobreviver e, sem saber, tem a mesma composição genética perfeita da Rainha do Universo, que a considera uma ameaça. Um assassino (Channing Tatum) é enviado para matá-la, mas os dois se apaixonam.

No laranja?: Jurassic Park 4 contratou seu diretor. Colin Trevorrow, diretor do sci-fi indie Sem Segurança Nenhuma, lançado direto em DVD no Brasil. Ele já havia sido sondado para dirigir o novo Star Wars, que foi para J. J. Abrahms, e os produtores da franquia de dinossauros afirmaram que Colin continuará a saga sem desvirtuá-la. Será mesmo?

WWE em festa: Se você torcia pela contratação de Jason Momoa (O Drogo de Game of Thrones ou o Conan) para o papel de Drax, pode guardar os foguetes. As negociações azedaram, e o lutador de WWE Dave Bautista (vilão em The Men with Iron Fists) será o herói integrante da equipe galática. Pena, seria legal ver Tyrion e Drogo nos cinemas interpretando personagens de quadrinhos em duas produções. Contentemos com o anão...

Mudança de Hábito: O ator Bruno Ganzs, intérprete de Hitler em A Queda, vai ser o papa Sisto VI na série de suspense do Showtime e produzida por Ridley Scott The Vatican. A trama acompanhará a politicagem nos bastidores de uma das instituições mais poderosas do mundo, a Igreja Católica, em sua sede na Cidade do Vaticano e ao redor do planeta. Isso que é mudar da água para o vinho hein?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Nas Bancas (março/2013)

Aqui vão os destaques de quadrinhos deste mês:

Tropa dos Lanternas Vermelhos 2: A revista semestral traz mais histórias sobre a tropa mais irada (literalmente) do universo, ainda mostrando as dificuldades de Atrocitus em liderar todas as pessoas tomadas pela raiva. Destaque também para o mais novo lanterna vermelho, um humano.
Preço sugerido: R$14,90

Mônica 75 - Especial de Aniversário de 50 Anos: Como o título já bem diz, a mais famosa dentuça gorducha está fazendo 50 anos e para comemorar a Panini está lançando uma edição especial. Além do preço simpático, a revista traz a primeira história da Mônica, a famosa "Mônica ficou daltônica".
Preço sugerido: R$4,90

Sin City - A Dama Fatal: Reedição da história que vai ser adaptada ao cinema em Sin City 2.
Preço Sugerido: Desconhecido

Corporação Batman 3: E a história enlouquecida do louco Grant Morrison sobre uma organização de combate ao crime liderada pelo Batman continua. E lembrando que vai ser nessa série que mais tarde um certo Damian Wayne vai sofrer consequências mortais...
Preço Sugerido: R$19,90

Wolverine 100: A iniciativa da Panini em acelerar a cronologia Marvel nos quadrinhos aqui no Brasil acabou antecipando também a 100° edição da revista do herói brutal e com garras de adamantium!
Preço Sugerido: R$6,50