Han Solo - Uma História Star Wars

Leia a nossa crítica do mais novo derivado da saga!

Deadpool 2

Continuação tenta manter a subversão do original enquanto se rende às convenções hollywoodianas

Desejo de Matar

Eli Roth aterroriza ação do remake e não deixa os temas caírem na ingenuidade

Nos Cinemas #1

Nossos comentários sobre O Dia Depois, Submersão e Com Amor, Simon

Jogador N° 1

Spielberg faz seu comentário sobre o próprio legado em Hollywood sem esquecer do espetáculo no processo

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dica da Semana: Star Wars - The Clone Wars

A Disney continua a anunciar novos projetos baseados no universo de Star Wars, sua mais recente compra. Depois de anunciar o sétimo episódio e filmes derivados da saga, entregar a produção dos jogos oficiais à Eletronic Arts e fechar a Lucasarts, a empresa também cancelou o programa Clone Wars, que estava em sua quinta temporada, e anunciou agora um novo desenho animado: Star Wars Rebels. A animação vai se situar entre os 20 anos que separam os episódios III e IV, e além de mostrar a organização do Império e a aniquilação dos jedis remanescentes da ordem 66 promete ao espectador a construção da Aliança Rebelde (apesar de sua fundação já ter sido mostrada nos jogos da série Force Unleashed).
Apesar do projeto ser bastante interessante, Star Wars Rebels não existiria se não fosse o desenho Star Wars: The Clone Wars, que foi ao ar entre os anos de 2003 e 2005. Dirigida por Genndy Tartakovsky, criador das Meninas Superpoderosas e O Laboratório de Dexter, a micro-série explorou, com o pouco tempo disponível, os principais momentos das Guerras Clônicas e da trajetória de Anakin Skywalker, o futuro Darth Vader, antes do episódio III, que seria lançado ao fim da série. Entre essas, várias marcaram os espectadores, como quando Mace Windu enfrenta um exército gigantesco de droids da Federação ou a cerimônia de conversão de Anakin em jedi.
Em estilo anime, The Clone Wars ainda apresentou dois siths icônicos para a franquia: Asajj Ventress, a aprendiz de Dookan com rixas pesadas contra Anakin, e o ciborgue Grievous,  impressionante com suas capacidade de empunhar quatro (!) sabres de luz ao mesmo tempo. Este último inclusive cria o gancho para o terceiro filme da hexalogia, ao raptar o senador Palpatine (secretamente Darth Sidious) e emprisioná-lo em sua nave.
Com duas temporadas, The Clone Wars fez tanto sucesso que o Cartoon Network expandiu o conceito e em 2008 lançou a animação Clone Wars, criando uma legião de fãs novos para a história dos Skywalker, mesmo sem a genialidade de Tartakovsky. Mas se não fosse o desenho desse gênio, talvez nunca mais veríamos Star Wars nas telinhas!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Novidades da Semana (11/05/13 a 17/05/13): Mães, Mercado e Robocop

Aqui estão os destaques da semana:

TV

Por essa ninguém esperava: No season finale da oitava (e penúltima) temporada de How I Met Your Mother, um dos grandes mistérios da série finalmente foi revelado. A esposa de Ted será interpretada por Cristin Milioti, indicada para o Tony de Melhor Atriz Coadjuvante na cerimônia do ano passado. Não se sabe ainda o nome dela na série, mas pelo menos já está confirmada a atriz!

Um drink na telinha: Robert Rodríguez anunciou na terça a produção de Um Drinque no Inferno para seu canal El Ray em associação com a mexicana Univision. A adaptação do filme alucinado de 1996 vai ser o primeiro programa original da emissora que o diretor abriu recentemente nos EUA.

Não foi dessa vez: Depois de ser duramente recebida pelo público, a série Zumbilândia não vai mais acontecer. A adaptação do filme de 2009 - que continuaria os eventos da película - não foi aprovado pela Amazon, que estava produzindo o seriado, após as várias críticas ao piloto, liberado online para a opinião pública. Em seu Twitter, o produtor Rhett Reese lamentou o fato, declarando que "Nunca vou entender o ódio veemente que o piloto recebeu dos fãs de Zumbilândia. Vocês conseguiram que o ódio tirasse o programa do ar".

Games

Tocando o barco: Ken Levine, criador da Bioshock e co-fundador da Irrational Games, está trabalhando na concepção de um novo jogo. Em seu Twitter, Levine que está buscando inspirações na série Mad Men e nos filmes de cineastas como Stanley Kubrick, Paul Thomas Anderson, os irmãos Coen e Steven Sodenbergh, além de peças de Tom Stoppard e Stephen Sondheim.

Jogo ruim, estúdio péssimo: O Timegate, responsável por Aliens: Colonial Marines, foi fechado nesta terça após acumular 50 milhões em dívidas para várias empresas, feitas pela própria produção de seu último jogo. Minimum, game de tiro em primeira pessoa que estava em desenvolvimento pelo estúdio para PC e Steam, não será mais lançado.

Adaptações: o desenho animado A Hora da Aventura vai ganhar um game para PS3, Xbox 360, Wii U, PC e Nintendo 3DS. Intitulado Adventure Time: Explore the Dungeon because I Don't Know será lançado no segundo semestre e permite até quatro jogadores.

Cinema

Mercado:

  • Dominic Cooper confirmou que Howard Stark, pai de Tony Stark e personagem interpretado pelo ator em Capitão América: O Primeiro Vingador, vai voltar para a continuação, que estreia 11 de abril de 2014;
  • Seth Grahame-Smith (roteirista de Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros) e David Katzenberg foram oficializados pela Warner como produtores oficiais do remake de Gremlins, que finalmente começa a andar no estúdio;
  • Jennifer Garner e Michael Caine entraram para o elenco de Imagine, comédia dramática estrelada por Al Pacino
  • Hailee Steinfeld foi oficializada no elenco de For the Dogs, novo filme do diretor Philip Noyce (Salt) com Sam Worthington;
  • Jean Dujardin, ganhador do Oscar de melhor ator por O Artista, vai participar do suspense de ação francês La French, que trata do tráfico de drogas nos anos 70 e 80 em Marselha;
  • O ex-presidente do estado da Califórnia Arnold Schawzenegger foi contratado para viver o Exterminador, o treinador do Vingador Tóxico no remake do personagem trash;
  • Will Smith produzirá e atuará no remake de Meu Ódio será tua Herança, faroeste de 1969 de Sam Peckinpah;
  • Candy Store escalou Christopher Waltz em seu elenco, que se junta a Robert De Niro e Omar Sy no suspense policial;
  • Drew Pearce (Homem de Ferro 3) será responsável pelo roteiro de Missão Impossível 5, que conta com o retorno de Tom Cruise no papel principal;
  • Olivia Wilde vai estrelar o terror Reawakening, novo filme do produtor David Gelb, de Atividade Paranormal;
  • Ao jornal Diário de São Paulo Rodrigo Faro afirmou que encarnará Dinho na cinebiografia do Mamonas Assassinas;
  • Cate Blanchett entrou para o elenco de Blackbird, que propõe explicar o real motivo da morte do presidente norte-americano John Kennedy.

Quadrinhos

Enfim:  A Boom! Studios anunciou que o Robocop voltará aos quadrinhos, envolvendo os nomes de Steven Grant, Korkut Öztekin, Declan Shalvey e Frank Miller. Se você estranhou o último nome, fique tranquilo, pois o texto desse retorno será baseado no roteiro de Miller para Robocop 3, que acabou sendo bastante deturpado para o filme do início dos anos 90. Robocop voltará aos quadrinhos próximo do lançamento do remake feito por José Padilha em 2014.

Tchau tchau: A DC Comics até conseguiu manter uma sequência de meses sem cancelamentos, mas parece que os editores ficaram com saudade. Diga adeus a Legion of Super Heroes, Demon Knights, Dial H e Threshold em agosto, possivelmente sendo substituídas por novas mensais no mesmo mês. As duas primeiras ainda eram remanescentes da primeira leva dos Novos 52.

Música

Turnê: O grupo teen One Direction vai fazer shows no Brasil, aproveitando que estará passando pela América do Sul. Os shows ocorrerão nos dias 8 (Na Apoteose, Rio de Janeiro) e 10 (Arena Palmeiras, São Paulo).

Mais shows: O Bon Jovi e o Nickelback vão aproveitar sua passagem pelo Rock in Rio e farão shows no Morumbi dia 21 de setembro. A venda de ingressos se inicia dia 21 de maio, variando de R$180 a R$680, com direito a meia-entrada, no site do Livepass.

E marque em seu calendário: A banda escocesa Franz Ferdinand anunciou o lançamento de Right Thoughts, Right Words, Right Action, quarto disco de estúdio da banda, para o dia 27 de agosto!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Review: Arrow - 1° Temporada

Série sobre Arqueiro Verde melhora a imagem do canal e prova como quadrinhos e cinema tem tudo a ver

Não é de hoje que o CW é conhecido pela baixíssima qualidade. Casa de séries como The O.C., Gossip Girl e Beauty and the Beast, o canal afiliado da Warner Bros. sempre teve como público-alvo o adolescente (principalmente feminino), e, na ânsia de privilegiar a procura de atores com um "rostinho bonito" ao invés de bons roteiristas, entregou séries com forte apelo juvenil de gosto duvidoso. Apesar disso, a própria Warner autorizou em 2001 a produção de uma série baseada em um de seus produtos mais valiosos, a DC Comics. Assim criou-se Smallville, que seguiu o modelo CW de fazer episódios e virou o esqueleto no armário do Superman.
Dois anos depois do fim da série focada em Clark Kent, o canal volta a apostar em super-heróis, mas troca-se as aventuras cheias de poderes do último filho de Krypton pelo humano Oliver Queen, o Arqueiro Verde.
Com fortes bases na história em quadrinhos Green Arrow: Year One e na trilogia do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, a premissa de Arrow é relativamente simples: Após o naufrágio de seu navio e passar cinco anos desaparecido, o milionário Oliver Queen (Stephen Amell) é resgatado em uma ilha no meio do Pacífico e volta à sua cidade natal, Starling City, onde passa a caçar corruptos e bandidos marcados em um livro entregue por seu pai antes de morrer, afirmando que essas pessoas desapontaram a cidade.
A partir dessa trama Arrow começa a explorar três frentes bem distintas. No momento atual Oliver deve se readaptar à sociedade, familiares e amigos, bastante mudados (cada um à sua maneira) desde sua partida, e combater o crime de Starling City, enquanto que em flashbacks o espectador vê como o heroi evoluiu na ilha em meio a tramoias políticas perigosas. Cada uma dessas histórias é bem desenvolvida durante os episódios, mantendo o drama na medida certa e criando questionamentos interessantes ao público. Principalmente nos flashbacks, bem colocados e intrigantes.

Personagens bem desenvolvidos

O núcleo familiar também não desaponta. O retorno de Queen à família causa emoções diversas em seus parentes, e a cada episódio muda-se aos poucos esse comportamento. Os pontos altos desse desenvolvimento são o arrependimento de Thea (Willa Holland) de ter se tornado cópia do irmão e o conflito interno da matriarca Moira (Susanna Thompson) frente a proteção da família não importando as consequências.
Mas enquanto o drama familiar acerta em cheio, o amor desaponta. Por mais que se tente ignorar, é difícil acreditar nas decisões tomadas pelo triângulo amoroso formado por Oliver, Laurel Lance (Katie Cassidy) e Tommy Merlin (Colin Donnel), lembrando bastante o arroz e feijão costumeiro do CW. Principalmente o último, aparentemente esquecendo da rixa antiga com o pai para ficar batendo boca com o arqueiro. Felizmente o elenco de apoio composto pelo pai de Laurel (Paul Blackthorne), Felicity Smoke (Emily Bett Rickards) e John Diggle (David Ramsey) consegue desviar a atenção do espectador para o principal da série.
Toda o núcleo de ação da série é espetacular. Enquanto o plano maléfico criado pelo grande vilão Malcom Merlyn (John Barrowman, espetacular) é revelado a cada episódio, os casos da semana chamam a atenção do público e apresentam questões mais adultas, além de serem o chamariz ideal para grandes vilões do Universo DC serem apresentados (com origens bem diferentes da original). Tudo isso é acompanhado de um ritmo alucinante com boas doses de tensão.
Para os fãs de quadrinhos, o grande trunfo do CW são os easter-eggs. De nomes de ruas aos próprios vilões, Arrow cria um universo próprio baseado na mitologia da DC Comics. Exemplo disso é a criação de uma família para Oliver, que apesar de ter sido mais uma decisão do canal para atrair público encaixa-se perfeitamente no clima da série.
Mas a grande realização de Arrow não é a ação ou o drama ou ainda suas referências, e sim as suas reviravoltas. Em meio a tantas influências a série facilmente poderia se tornar um novelão bem cozinhado, mas o CW faz questão de fazer esta seu ponto fora da curva. Prova disso é seu final de temporada, inusitado e surpreendente, criando novos rumos para o seriado e forçando uma revolução de formato para a segunda temporada e para o próprio canal, que parece ter finalmente mudado seus objetivos em relação à qualidade. Nada mais justo, afinal, reinvenção já é um costume das histórias em quadrinhos a tempo!
Nota:8/10

terça-feira, 14 de maio de 2013

Nas Bancas (maio/2013)

Os destaques de quadrinhos deste mês:


Liga da Justiça #12: Além do fim da história A Jornada do Vilão (com consequências similares a outra saga conhecida dos fãs, Doom), Superman e Mulher-Maravilha iniciam o namoro que deu o que falar nos EUA ano passado. Há também o fim de Liga da Justiça Internacional, cancelada, e mais uma aventura do Capitão Átomo.
Preço: R$7,20

Monstro do Pântano: Raízes - Volume 1: A Panini começa a partir desse mês republicar no Brasil as primeiras histórias do Monstro do Pântano. Este primeiro volume abriga a revista House of Secrets #92 e as seis edições de Swamp Thing. Um belo aquecimento para a republicação das clássicas histórias de Alan Moore sobre o monstro!
Preço: R$19,90

Homem-Aranha 2099 - Início: As primeiras 10 edições da principal revista do universo 2099 da Marvel, sucesso nos anos 90! Confira mais em nossa dica da semana!
Preço: R$22,90


Juiz Dredd Megazine #1: Dredd volta a ser publicado no Brasil, agora pelas mãos da Mythos, que está lançando material antigo (e inédito) do personagem no país. Ainda há páginas reservadas a grandes histórias como Área Cinzenta, Sláine, Nikolai Dante e Distorções Temporais!
Preço: R$10,90

Doutor Estranho & Doutor Destino - Triunfo e Tormento: Desenhada por um jovem Mike Mignola, essa clássica hq da Marvel dos anos 80 é republicada no Brasil em edição especial de capa dura. Na trama, o Mago Supremo ajuda o Senhor da Latvéria a entrar no inferno de Hades em busca de sua mãe.
Preço: R$21,90

DC Terror - Os Cavaleiros do Demônio: O segundo volume da mensal recém-cancelada com o demônio Etrigan chega às bancas, abrigando a edição 0 da revista, que mostra a origem do herói.
Preço: R$13,90

Antes de Watchmen - Coruja: A Panini começa a lançar no Brasil o polêmico prelúdio da graphic novel de Alan Moore. A editora vai dividir o projeto em encadernados dedicados a cada um dos personagens, sendo o primeiro o Coruja, o heroi mais humano do grupo que nunca atuou junto.
Preço: Ainda não divulgado

[Esta postagem continuará a ser atualizada até o fim do mês]

Sobras: Jack - O Caçador de Gigantes e Oblivion


Às vezes não dá para ver tudo. Vamos às sobras:

Jack - O Caçador de Gigantes

Mais um da onda de filmes que "atualizam" os contos de fada, a versão teen de João e o Pé de Feijão pelo diretor Bryan Singer é no mínimo equivocada. Além do roteiro mal-trabalhado e sem ritmo, Jack não desenvolve nenhum laço que interesse ao espectador, se perdendo entre efeitos visuais ultrapassados, cenas de ação fraquíssimas e personagens extremamente superficiais, prejudicando o potencial do elenco poderoso formado por nomes como Ewan McGregor e Stanley Tucci. O acúmulo de erros é tão intenso que o final interessante e imaginativo perde força, arruinando qualquer chance de salvação para Bryan Singer, provando mais uma vez como perdeu a mão em seus filmes e cada vez mais se aproxima do nível de direção de um certo Joel Schumacher.
Nota: 2/10

Oblivion

Vindo do ramo de direção de comerciais, Joseph Kosinski sabe como vender seu produto. Foi graças a essa habilidade que sua primeira criação original, Oblivion, chega à tela grande, após quase virar uma graphic novel quando abandonada pela Disney. Visualmente espetacular, com construções interessantes (principalmente a moradia do personagem Jack Harper) e um cenário pós-apocalíptico original, o filme peca no final extremamente fraco e a falta de espaço dada aos atores Morgan Freeman e Nikolaj Coster-Waldau, desperdiçados como coadjuvantes de luxo. Entretanto, as atuações de Tom Cruise e Olga Kurylenko são boas e suficientes para deixar o espectador entretido no ritmo mais cadenciado do longa. A trilha do M83 também merece destaque, estabelecendo o tom futurístico e tecnológico da trama de Kosinski, que em Oblivion corrige vários de seus erros cometidos em seu primeiro filme, Tron - O Legado, mas ainda precisa aprender com os grandes mestres aos quais tenta homenagear nesta película
Nota: 6/10

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Dica da Semana: Homem-Aranha 2099 - Início

A imaginação sobre o futuro da humanidade e do planeta Terra já não é uma grande novidade no mundo da cultura pop. Principalmente nos quadrinhos, onde desde o ano de 1958, quando a DC Comics criou a Legião dos Super-Heróis, uma super-equipe combatente do crime no século 30, as editoras se propõem a criar novas versões sobre o impacto de nossas ações em um futuro cada vez mais distópico. Das mais variadas cabeças surgiram verdadeiros clássicos, como O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller ou o arco Dias de Um Futuro Esquecido de Chris Claremont, mas nenhuma delas criou um universo tão vasto com seu sucesso como o Homem-Aranha de 2099.
O mundo do ano de 2099 era inicialmente uma mera artimanha de Stan Lee e John Byrne para introduzir o personagem Ravage no futuro do universo Marvel, mas com o tempo foi engavetada pelos próprios. Mas após várias reuniões da alta cúpula, a editora resolveu expandir a ideia e criar uma linha inteira de produtos baseados nela, e deu sinal verde em 1992 para a produção de três séries mensais (Doutor Destino, Justiceiro e Homem-Aranha), logo seguidas de outras com o sucesso obtido. A mais lucrativa era sem dúvida nenhuma a do cabeça-de-teia, que com roteiros bem feitos de Peter David e desenhos caprichados de Rick Leonardi refazia o heroi conhecido do público.
Essas diferenças já podem ser inclusive observados na origem do personagem: No ano de 2099, onde megacorporações como a Stark-Fujikawa e a Alchemax dominam o mundo sem escrúpulos, o brilhante cientista Miguel O'Hara trabalha na última citada como pesquisador de aprimoração genética. Arrogante, O'Hara tenta sair da empresa, mas antes que consiga é viciado pelo magnata Tyler Stone na droga Êxtase, alucinógeno que uma vez dentro do corpo torna-se tão necessário para a sobrevivência como o oxigênio. Desesperado, ele decide se tornar cobaia do próprio experimento, e após o doutor Aaron sabotar a tentativa em busca de vingança, Miguel ganha poderes proporcionais ao de uma aranha.
Apesar dessa maior diferença criativa, David aos poucos introduziu elementos importantes do Homem-Aranha dos dias atuais na narrativa de 2099, como o lema "Com grandes poderes vem grandes responsabilidades" (introduzido pelo irmão de Miguel, Gabriel) ou seus super-poderes, dessa vez mais mutantes e com habilidades novas, como garras nos dedos e presas inoculadoras de veneno nos caninos. O equilíbrio de mudanças e preservações é tão bem equilibrado que se reflete no uniforme do personagem, na história uma fantasia de Dia dos Mortos mexicano.
Apesar de ter sido encerrado em 1998, o Aranha de 2099 ainda tem influências ocasionais nos rumos editoriais sobre a vida de Peter Parker, seja no cinema ou nos quadrinhos. Há inclusive vários boatos do retorno do universo 2099 nas publicações mensais da Marvel. Aproveitando-se desse boca-a-boca, a Panini lançou um encadernado intitulado Homem-Aranha 2099, agrupando as 10 primeiras edições da revista dos anos 1992. Bem produzido, o especial vale a pena para quem não conhece e para quem conhece, que aproveita o lançamento para relembrar os bons tempos onde o Homem-Aranha ainda estava em boas mãos!

sábado, 11 de maio de 2013

Novidades da Semana (04/05/13 a 10/05/13): EA, Renovações e Cancelamentos

Aqui estão os destaques da semana:

Cinema

Futuro: Em entrevista ao Entertainment Weekly, Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, contou um pouco mais sobre o planejamento do Hulk nos cinemas. Negando o uso de Planeta Hulk e um filme solo, ele disse que "Não há um roteiro sendo escrito ou nada, mas estamos falando sobre isso. Toda energia do Hulk agora está em Os Vingadores 2, mas Mark Ruffalo tem contrato [para mais filmes]. O que estamos interessados em explorar e expandir é Mark - e Bruce Banner não está em Planeta Hulk. O mais divertido no Hulk é a sua interação com os humanos".

Pensando Melhor: Depois de avisar que demoraria para fazer novos filmes de seus personagens cujos direitos acabaram de voltar, tudo indica que a Marvel mudou de ideia. Segundo o Hollywood Reporter, entre as várias ideias boladas no laboratório de roteiros do estúdio, um filme de Blade ganhou força, assim como o solo da Ms. Marvel. A única coisa certa por enquanto é a produção dos filmes do Homem Formiga e Doutor Estranho, além do fortalecimento dos boatos acerca de uma película do Pantera Negra.

Chineses: Segundo o Hollywood Reporter, as cenas inéditas com o ator chinês Wang Xueqi em Homem de Ferro 3, que foram cortadas tantos na versão oficial como na edição chinesa, serão agrupadas em um curta intitulada The Prologue. Entre as cenas abrigadas nele, estão o Dr. Wu (personagem de Xueqi) conhecendo Tony Stark nos anos 1990, um telefonema dele para J.A.R.V.I.S. e a cena da cirugia no final. Não há detalhes maiores quanto à mídia a ser lançada.

Enquanto isso, na Itália: Bernardo Bertolucci será o presidente do júri da 70° edição do Festival de Veneza, a ser realizado entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro. É a segunda vez que Bertolucci exerce o cargo, sendo a primeira no festival de 1983.

Vai demorar: 300 - A Ascensão de um Império foi adiado. O filme, que marca o retorno de Rodrigo Santoro ao papel de Xerxes, estava originalmente marcado para 2 de agosto desse ano, mas talvez por estratégia de marketing a Warner decidiu atrasar a data para 7 de março de 2014, casando com o mês de lançamento do primeiro filme.

Games

A Salvação: Depois de seguidos fracassos e demissões, a Eletronic Arts anunciou nesta segunda a produção de The Sims 4, novo da franquia de simuladores da empresa, com lançamento previsto para 2014 para PC e Mac.

A Renovação: A EA também anunciou a renovação dos direitos de exclusividade com a FIFA até 2022. A empresa tem os direitos desde 1993 e já soma 20 jogos.

O Sucessor: A Eletronic Arts também será responsável pela produção dos novos jogos de Star Wars. Assumindo o posto deixado pela Lucasarts (fechada pela Disney em abril deste ano), a empresa anunciou que os estúdios DICE (Battlefield), Visceral Games (Dead Space) e Bioware (Star Wars: Knights of the Old Republic) serão responsáveis pelo desenvolvimento desses novos games, voltados, segundo o site Kotaku, para o público mais hardcore, enquanto a Disney foca em jogos online e dispositivos móveis. Resta torcer agora pelo anúncio de um novo Battlefront e a continuação da produção de Star Wars 1313, que estava sendo desenvolvido pela Lucasarts até seu fechamento.

O Fim: Ainda na Eletronic Arts, a empresa decidiu que não pagará mais a indústria armamentista pelos direitos de retratar armas de verdade em suas duas franquias de tiro, Battlefield e Medal of Honor. A decisão foi tomada levando em conta os tiroteios nos EUA, como o massacre na escola Newton. Porém a EA garante que as armas continuarão em seus jogos, em acordo com a legislação americana de direitos de expressão, onde “Um autor de livro não precisa pagar para usar a palavra Colt, por exemplo”.

Queda feliz: Com o início da produção do Playstation 3 na Zona Franca de Manaus, a Sony anunciou que o console terá seu preço reduzido no Brasil. A partir desse final de semana o PS3 passa a ser vendido por R$1099 (250 GB), 300 reais a menos que o anterior.

TV

Retorno para o Fim: Segundo informações do site Bleeding Cool, Graham Linehan confirmou em uma conferência alemã que The IT Crowd voltará à TV para um episódio especial de encerramento de 40 minutos, dobro do tempo de cada episódio da série. Contando com o elenco principal completo, Linehan espera começar a gravar em três semanas.

Inusitado dois: O Adult Swim que sua atração Frango Robô vai fazer uma segunda parte de seu especial com personagens da DC Comics. Ainda não há data para o lançamento dessa continuação inusitada.

Renovações e Cancelamentos:

  • A NBC não vai seguir em frente com a adaptação da hq The Sixth Gun, que mistura Guerra Civil com zumbis, mas deu sinal verde para as produções de Um Grande Garoto, Believe (Produzida por J.J. Abrahms), Crisis, Sean Saves de World e The Family Guide;
  • A NBC também renovou as comédias Parks and Recreation e Community (que estava quase morta), mas cancelou as outras: Go On (Mais uma que o ator Matthew Perry não conseguiu levar para frente), Up All Night, 1600 Penn, Whitney e Guys with Kids foram limadas da programação;
  • A Fox cancelou Touch, série protagonizada por Kiether Sutherland, após duas temporadas;
  • O Syfy renovou Defiance para sua segunda temporada;
  • A TNT cancelou Southland após o fim de sua quinta temporada;
  • A CBS cancelou CSI: New York, spin-off da série de investigação criminal, após nove temporadas e decidiu não produzir a adaptação de Um Tira da Pesada, surpreendendo já que ela havia disputado com unhas e dentes os direitos da franquia cinematográfica.

Quadrinhos

Surpresas: No mercado de quadrinhos norte-americanos em abril Mark Millar surpreendeu. A primeira edição de sua minissérie Jupiter's Legacy, feita com Frank Quitely, vendeu mais de 100 mil cópias nos EUA, e apesar de não ter sido a mais vendida alterou bastante as fatias de vendas. Segundo o Diamond Comics, a minissérie da Image ficou com o terceiro lugar, atrás apenas de Batman #19 (primeiro) e Thanos Rising #1 (segundo), enquanto outra série da editora, The Walking Dead, viu sua 109° edição abocanhar o oitavo lugar. A Image também surpreendeu no mercado de graphic novels, ficando com as quatro primeiras posições, ocupadas por The Walking Dead vol. 1, The Manhattan Projects vol. 2, Happy e Saga vol. 1. Com esses resultados a Image ficou com 9,04% do mercado de quadrinhos, enquanto Marvel e DC perderam fatias de vendas e acabaram com 37,95% e 25,98% respectivamente. Parece que adotar uma prática de chamar grandes nomes para suas revistas está fazendo bem à Image.

Anúncio: A DC Comics e Grant Morrison confirmaram a produção de Wonder Woman: Earth One, terceira obra da linha "Ultimate" da editora. Com desenhos de Yannick Paquette, Morrison promete relacionar a heroína com várias teorias feministas.

Música

De volta: O Blur confirmou durante sua turnê na Ásia que fará a gravação de um novo álbum ainda este ano. Líder da principal atração do festival Planeta Terra 2013, o vocalista Damon Albarn declarou ao site Blur Balls que "É segredo, mas cancelamos nossos shows no Japão e em Taiwan para que pudéssemos ficar mais uma semana em Hong Kong". O último disco da banda, Think Thank, foi lançado em 2003.

Criaturas roqueiras: O festival Monsters of Rock vai voltar ao Brasil. Marcado para os dias 19 e 20 de outubro, o evento de rock já anunciou a presença da banda Aerosmith como principal atração.

Suit Up.. Again!: A segunda parte do álbum The 20/20 Experience já tem data de lançamento. Em seu Instagram, o cantor Justin Timberlake publicou que o disco sairá nas lojas dia 30 de setembro.

Divulgando: O Lonely Island anunciou seu novo disco, The Wack Album. Contando com as participações dos cantores  Justin TimberlakeKendrick Lamar,SolangeLady GagaPharrell WilliamsBillie Joe Armstrong Adam Levine, o álbum está com lançamento marcado para o dia 11 de junho.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Top 5: Novos heróis no Marvel Studios


Nessas últimas semanas a Marvel tem gerado vários comentários por sua nova produção, Homem de Ferro 3. Porém a fase 3 da editora nos cinemas também tem ganhado bastante destaque pelas várias especulações, como o Pantera Negra, e confirmações, a exemplo de Doutor Estranho, de novos heróis sendo introduzidos nessa vindoura etapa, a ser iniciada após o lançamento de Vingadores 2. A partir disso O Nerd Contra Ataca resolveu elaborar uma lista com 5 personagens que representam as frentes da Marvel que queremos ver nos cinemas nas próximas fases. Confira:

  • Punho de Ferro
Por enquanto apenas focada em tramas envolvendo grandes vilões e planos megalomaníacos, a Marvel ainda não mostrou mais de seu núcleo mais humano, principalmente pela perda de seu maior representante, o Homem-Aranha. Os heróis do dia-a-dia compõem um dos mais envolventes universos da editora, e nas mãos certas rendem histórias profundas e de excelente qualidade. E agora que os direitos de vários personagens desse cenário voltaram para as mãos da Marvel, o momento é ideal.
Para começar, a Marvel poderia apostar no Punho de Ferro, personagem que, por ser ao mesmo tempo místico e real, realiza uma transição natural para um cenário mais próximo da realidade das ruas sem esquecer dos poderes sobrenaturais. Escolhido por uma divindade mística, o herói, cuja identidade secreta é o órfão Daniel Rand, pode concentrar sua energia natural em suas mãos e canalizá-las em super-força, agilidade e poderes de cura, além de ser mestre no kung fu.
Outros heróis: Luke Cage, Blade, Motoqueiro Fantasma, Demolidor e Cavaleiro da Lua
  • Nova
Em 2014 a Marvel vai estrear seu universo interestelar nos cinemas com Guardiões da Galáxia, abrindo um grande veio de personagens interessantes da editora, apesar dos guardiões serem bastante mal representados nos quadrinhos, tendo uma outra origem neste (inclusive a formação é totalmente diferente, incluindo personagens como o Motoqueiro Fantasma!). Principalmente quando se comparada à Tropa Nova.
Representada na Terra pelo humano Richard Rider, o herói, líder de uma organização Xandariana, tem poder de voo supersônico, super-força e a capacidade de manipular energia cósmica como arma. Nova atualmente está na revista dos Vingadores Secretos, e apesar de não ser a estrela principal, já surgiram boatos de uma possível ponta no filme dos Guardiões, junta da de Tony Stark. Será?
Outros heróis: Surfista Prateado, Capitão Mar-vell, Noh-Varr

  • Miss Marvel
Viúva Negra até serve aos propósitos, mas faltou uma maior representatividade feminina nessas duas primeiras fases. A maior inclusão das heroínas pode acabar de vez com o tabu "quadrinhos é coisa de menino" e abrir novos rumos nos quadrinhos da Marvel, onde o público leitor seria mais equilibrado entre os gêneros.
Um excelente começo seria a inclusão da Miss Marvel nos Vingadores. Atual integrante nos quadrinhos, a heroína ganhou seus poderes após seu DNA entrar em contato com o do alien Capitão Mar-vell, deixando-a com super-força, resistência a danos, capacidade de voo e a habilidade de captar energia e redirecioná-la a outros fins. O visual precisaria ser um pouco modificado (o sexismo é evidente), mas Carol Danvers tem de tudo para dar certo na maior equipe da Marvel nos cinemas!
Outros heróis: Mulher-Aranha, Feiticeira Escarlate e Mulher-Hulk

  • Quarteto Futuro
Um lado já explorado nos cinemas, mas apenas superficialmente, é o infantil. Apesar de todos os filmes até o momento terem sido feitos para todas as idades, a Marvel poderia criar fãs novos na criançada e ainda reintroduzir personagens mais infantis, deixando os grandes heróis para os jovens e adultos. Até seria possível fazer animações, desde que integrados ao já apresentado.
Exemplo disso é o Quarteto Futuro, equipe composta por crianças superpoderosas. Após seu pai criar um portal interdimensional, os irmãos Alex, Julie, Jack e Katie receberam poderes de um alienígena moribundo, e desde então se tornaram os super-heróis Chispinha (eletricidade), Graviton (controle da gravidade), Arco-Íris (agilidade e voo) e Densus (controle da densidade corporal). Apesar de parecer meio bobo a princípio, o grupo tem de tudo para conquistar os pequenos.
Outros Heróis: Jovens Vingadores, A-Next e Jovens X-Men

  • Tropa Alfa
Por fim, uma tática de marketing interessante. Todos os heróis apresentados pela Marvel Studios nos cinemas até o momento se concentram em questões que acabam limitadas aos EUA (Exceto Thor e o vindouro Guardiões da Galáxia), prejudicando um pouco do alcance da iniciativa Vingadores nesse universo. Felizmente a editora possui várias personagens e equipes atuantes apenas em seus países, podendo futuramente adaptá-los para além dos quadrinhos e usá-los em grandes eventos, além de criar um ainda maior público fora dos Estados Unidos.
Uma dessas equipes é a Tropa Alpha. Composta por mitos, lendas e símbolos do Canadá, entre eles Sasquatch e Major Mapleleaf,  os heróis foram criados pelo governo canadense para defender a pátria e ser uma resposta ao grande número de super-heróis atuantes no vizinho EUA. Para aumentar o interesse, o grupo poderia ser liderado por Logan na versão cinematográfica.
Outros heróis: Capitão Britânia, Vingadores da Costa Leste, Super Soldados Soviéticos, Big Hero 6 e Pantera Negra