Han Solo - Uma História Star Wars

Leia a nossa crítica do mais novo derivado da saga!

Deadpool 2

Continuação tenta manter a subversão do original enquanto se rende às convenções hollywoodianas

Desejo de Matar

Eli Roth aterroriza ação do remake e não deixa os temas caírem na ingenuidade

Nos Cinemas #1

Nossos comentários sobre O Dia Depois, Submersão e Com Amor, Simon

Jogador N° 1

Spielberg faz seu comentário sobre o próprio legado em Hollywood sem esquecer do espetáculo no processo

Mostrando postagens com marcador DC Comics. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DC Comics. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de junho de 2017

Crítica: Mulher-Maravilha

Debute da amazona nas telonas falta em catarse aquilo que tem de construção.

Por Pedro Strazza.

Embora tenha sido vendido pelo estúdio como o filme que traria novos rumos ao processo de adaptação do universo de personagens da DC Comics às telonas, a estreia da Mulher-Maravilha nos cinemas mantém como temática a que parece ter se tornado uma diretriz neste momento atual das incursões cinematográficas dos quadrinhos da editora. A super-heroína, afinal, carrega no longa de Patty Jenkins uma dúvida muito similar à vivida pelos protagonistas super-poderosos de O Homem de Aço e Batman vs Superman: depois de se descobrir como indivíduo superior e distinto do resto da sociedade, que figura ela deve desempenhar para inspirar outros? E por que ela deveria fazer isso?

São questões que se nos outros filmes estavam disfarçados em um tom alegórico aqui escancaram-se sem muita surpresa na própria história de origem que serve em simultâneo de introdução da personagem a este universo e ao grande público, pela primeira vez em 75 anos de existência da heroína testemunhando sua primeira aventura nas grandes telas. Nascida e criada entre as amazonas - definidas em algum momento da trama como únicas capazes de "ajudar os humanos a serem melhores" -, a princesa Diana (Gal Gadot) é a única criança na ilha de Themyscira e cresce sob a tutela da general Antiope (Robin Wright) e da supervisão de sua mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen), para se tornar a maior guerreira de seu povo e única capaz de derrotar o deus Ares (Danny Huston), cuja ameaça cresce ao longo dos anos. A missão logo começa com a chegada do espião americano Steve Trevor (Chris Pine) à ilha e o ataque de tropas alemãs às amazonas, que leva Diana a viajar até a Europa da Primeira Guerra Mundial para impedir os planos de destruição empreendidos pelo deus da guerra e sua aliada, a Doutora Veneno (Elena Anaya).

A princípio, Jenkins e o roteirista Allan Heinberg parecem fazer em Mulher-Maravilha a história de origem em um modo tradicional, muito mais preocupados em apresentar a personagem e seus arcos que efetivamente se aprofundar nestes últimos. Ao longo da história, porém, a produção aos poucos coloca isso em cheque ao passar a colocar em questão a tarefa da protagonista para com a humanidade, aproveitando-se do clima de insegurança e miséria gerada nas comunidades afetadas diretamente pelos embates do conflito histórico como forma de evidenciar aos olhos de Diana a "crueldade humana". Este viés, que bebe um pouco dos quadrinhos escritos por George Pérez (cuja fase com a super-heroína realizava isso, por sua vez, à partir das instabilidades da época geradas pela Guerra Fria), serve ao longa como uma forma criativa de potencializar a escalada da personagem ao posto de figura mitológica ao qual a narrativa se constrói em cima, alimentando as dúvidas da amazona perante ao mundo para depois reafirmar seu heroísmo na catarse gerada pelas cenas de ação.

O interessante deste processo é que, conforme a história se desenrola, fica cada vez mais claro que o filme de Jenkins funciona nos momentos de dúvida e não nas resoluções destas. Se nos embates de sua protagonista contra os inimigos alemães a diretora se restringe a repetir o estilo de ação pautado pelos slow motions e plasticidade dos trabalhos de Zack Snyder, no drama ela se sai melhor ao enxergar em Diana uma figura condenada a lutar para sempre pela humanidade sem nunca conseguir encontrar paz. Nesse sentido, a relação da super-heroína com Steve é essencial aos rumos da narrativa, pois é somente com o soldado que ela encontra um igual - e não é por acaso que ela acabe se apaixonando pelo espião depois dele revelar não saber como é viver "sem a guerra".

É uma pena, então, que o longa mostre dificuldades sinceras para levar todas estas questões ao clímax que elas merecem, pois se na construção dos arcos Mulher-Maravilha é feliz em estabelecer a crescente até o ponto de explosão esta ambição se dilui na hora de entregar esta catarse. Presa em um emulador pobre e sem o mesmo apuro estético do estilo de Snyder, a direção de Jenkins sabota muitas vezes a escalada da obra neste ato de descoberta de sua protagonista como figura super-heroica em cenas de ação redundantes e incompreensíveis, cujos malabarismos realizados por Gadot (muito à vontade no papel) soam mais como demonstração vazia que o espetáculo construído na consagração que almeja ser. A consequência maior disso ocorre no terceiro ato, quando a produção acaba por se desmontar ao ter de recorrer apenas à ação de meio condutor da história, com tudo na tela virando uma grandiosa confusão estética.

São problemas, no entanto, que não escondem do longa suas forças, mas sim as bloqueiam de atingir todo o seu potencial. Filme que sem dúvida carrega um valor simbólico muito forte na questão de representação, Mulher-Maravilha tira da fórmula em construção para as produções do universo DC um impulso para sua protagonista no mesmo passo que contribui a esta elaboração ao diluir a gravidade do dilema de duvidar da própria condição sobre-humana pelo qual passam as mitológicas figuras principais destas histórias, cujas reviravoltas apostam cada vez mais em um apropriado tom meloso. É uma equação que ainda precisa de algum refino, mas cujos resultados já se sentem.

Nota: 6/10

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Primeiras Impressões: Cavaleiro das Trevas III - A Raça Superior

Frank Miller retoma história com velhos e novos valores.

Por Pedro Strazza.

Há um quê de paradoxal na maneira pela qual Frank Miller e seu co-roteirista Brian Azzarello trabalham as imagens de seus heróis na primeira edição deste Cavaleiro das Trevas III - A Raça Superior. Se por um lado a dupla dedica este capítulo inaugural a reapresentar suas peças centrais no tabuleiro como ídolos adormecidos - de forma literal no caso de Superman, encontrado congelado e sentado em seu trono na Fortaleza da Solidão por sua filha com a Mulher-Maravilha, Lara -, é sensível na HQ um ar de completa desesperança quanto à presença destes, subentendida em pequenas coisas como a postura cansada da comissária Yindel quando de frente a um maciço bat-sinal.

É deste sentimento confuso da sociedade perante tais figuras, praticamente consagradas como mitológicas neste e nos outros dois Cavaleiro das Trevas, que Miller parece retomar aqui com maior contenção, mas ainda inclinado a continuar o mesmo debate com igual intensidade. Porque se, a princípio, A Raça Superior tem a propensão de reduzir o espectro e focar as atenções apenas no trio principal de super-heróis e suas relações mais imediatas (apesar de maneira não excludente, como bem prova a história secundária protagonizada pelo Átomo), é evidente que a série quer se mostrar progressiva no desenvolvimento das figuras centrais de seu palco.

Ainda não dá para saber como o quadrinho irá encaminhar essa discussão só por esse primeiro capítulo, é óbvio, mas os roteiristas já dão vislumbres da forma pela qual irão trabalhar o tema. Pelo traço de um Andy Kubert que começa a dar passos na tentativa de incorporar o estilo da arte mais direta de Miller e auxiliado por Klaus Janson no cumprimento desta tarefa, a primeira edição tem bastante interesse de reestabelecer ao leitor os espaços em que estes personagens atuam, da Gotham City banhada pelo vermelho sangrento a uma Fortaleza da Solidão que lembra um santuário perdido (além de abandonado, dessa vez). O truque é manter em perspectiva o caráter de formação que eles imprimem a estes ambientes, e a passagem pelo cenário selvagem ao qual a Mulher-Maravilha está inserida, incluindo seu confronto com um gigantesco minotauro, serve muito bem para pontuar isso.

A série Cavaleiro das Trevas, entretanto, não vive somente dessas características atemporais como também se alimenta do que é contemporâneo à sua criação, e nesse início do terceiro episódio o quadrinho permanece empenhado em manter-se conectado com sua realidade cronológica. Da presença do apresentador Jon Stewart às inserções de mensagens de texto no início da edição, fica claro que Miller tem a intenção de manter o quarto poder na pauta de sua história e de tratar de suas transformações desde sua última incursão por esse universo, em 2002. Resta se perguntar se o tema manterá o mesmo papel das outras vezes e, se não, qual será sua nova situação neste panorama.

Mas o mais curioso deste primeiro capítulo ainda continua a ser esse clima de desesperança no qual a história parece de início estar se equilibrando em cima. Se nas outras duas ocasiões esse elemento era apenas consequência do que Miller trabalhava, em A Raça Superior está implícito de que será ela que dará o tom à cadeia de eventos e à abordagem do autor, do começo (disfarçado de motivação no agourento "Uma boa morte? Isso não existe!" e combinado à visão de um glorificado uniforme do Batman) ao fim (a última frase e seu significado único e imediato). Há a dúvida se isso parte de uma evolução natural da trama ou da influência dos tempos que vivemos no raciocínio do autor, mas ela definitivamente está lá como motor central da vez.

sábado, 26 de março de 2016

Crítica: Batman vs Superman - A Origem da Justiça

Zack Snyder trabalha dois heróis em narrativa grandiloquente.

Por Pedro Strazza.

Duas figuras que desde sempre são consideradas como maiores representantes dos quadrinhos de super-herói, Batman e Superman são personagens que conseguiram se tornar em entidades mitológicas da cultura popular e globalizada. De origens trágicas e habilidades sobre-humanas, os dois heróis trazem no âmago de seu ser um perfil que ao mesmo tempo os aproxima (a sensação de culpa com o passado, o drama de inadequação) e distancia (a mentalidade perturbada, o dilema messiânico) de seu público, que junto de sua eterna missão com o bem acaba por elevá-los ao posto de ideais, deuses aos quais os homens buscam se espelhar para serem melhores.

É uma relação complexa esta, difícil de ser traduzida mas inevitavelmente necessária quando levada a qualquer mídia que busque retratá-los. E se sozinhos essa tarefa já é complicada, juntos ela é quase impossível de ser executada com satisfatoriedade plena no espaço de uma página ou uma tela. No caso de Batman vs Superman - A Origem da Justiça, que ainda carrega o pesado fardo de ser o primeiro no cinema a tratar dos dois em um mesmo filme, essa problemática ganha contornos interessantes nas mãos do diretor Zack Snyder, que para bem e para mal entende essa ligação deus-homem e está sempre disposto a trabalhá-las em suas narrativas com todo o tom grandiloquente que lhe é possível.

A solução encontrada por Snyder para tornar esse encontro palpável aos olhos do espectador e fácil de se lidar, aqui, é o da problematização, de colocar as duas lendas em destaque sob status de crise com o próprio eu e, consequentemente, com sua relação com o mundo. Porque apesar de ser na superfície um filme que se dedica a explorar e debater os eventos finais de destruição generalizada de O Homem de Aço, colocando em questão o papel do Superman (Henry Cavill) na sociedade, Batman vs Superman traz como principal conflito tanto a relação dos dois protagonistas quanto de seus dilemas existenciais, promovidos pela dificuldade dos dois em aceitar seu papel como ídolos do povo ao qual dedicam a proteger.

Mas se o antecessor acabava alienado na própria questão, graças ao esforço desnecessário de buscar uma ressignificação atual ao mito em foco, a sequência entende e executa o caráter atemporal de seus objetos de estudo. Das câmera lentas e planos detalhes que destacam o caráter iconográfico de seus dois protagonistas - o movimento da capa vermelha, o batrangue fincado na parede, a reencenação da morte dos pais de Bruce Wayne (Ben Affleck) - à própria estrutura narrativa, que assume para si quase uma identificação onírica com suas diversas passagens de sonhos e delírios, Snyder parece mais confortável em tratar seus deuses pelo que são, não deixando margem para dúvidas de seu caráter mitológico ainda que eles encontrem-se em dúvida sobre si mesmos. Até a conotação de Superman com Jesus, do qual o cineasta adotava como principal para O Homem de Aço, soa melhor encaixada, principalmente na Pietà desenvolvida pelo diretor lá para o fim do terceiro ato.

Qual o cerne, então, de tamanha crise pessoal dos dois heróis? O roteiro de Chris Terrio e David S. Goyer não arrisca muito nesse ponto, mantendo inalterado os arcos de redenção típicos que caracterizaram os dois personagens em outros filmes: Se Superman agoniza mais uma vez com seu lugar no mundo, típico do mito que busca a humanidade, Batman tem no trauma da morte - seja esta a dos pais ou, agora, dos funcionários - o seu principal combustível para manter-se em perpétua amargura e recusa de se assumir como ídolo. No fundo, o conflito dos dois é movido por Snyder e seus roteiristas como forma de uma busca interior de ambos em se reconhecer pelo que são, e o longa sabe elaborar isso de maneira progressiva e que chegue a um clímax bastante funcional.

Pois se Batman e Superman na história não conseguem sozinhos resolver seus dilemas, juntos eles alcançam esse objetivo por se reconhecerem na figura do outro. Nesse momento, o resgate da coincidência do nome de suas mães (Martha) como maneira de resolver a briga dos dois, que a princípio pode soar como uma resolução piegas, serve para igualar os dois mitos, seja em seus dramas ou caminhos traçados até ali. É aí que Snyder, Terrio e Goyer efetivamente abordam a temática que se propõem a realizar com eficácia soberba, materializando em cena os deuses humanos que retratam.

O filme é inteligente em tratar tamanha estrutura com a grandiloquência necessária, mas também sagaz em manter as coisas em perspectiva. Além de usar o humor para pontualmente relembrar o ridículo do que apresenta ("Eu sou amigo de seu filho"/"Reconheci pela capa"), Batman vs Superman também não esquece de estabelecer o outro lado dessa relação homem-mito, elegendo Lex Luthor (Jesse Eisenberg) como o terceiro ponto do triângulo ao qual a história se constrói. Luthor é o responsável por mover as peças do tabuleiro e a trama em si, trabalhando como o homem dedicado a derrubar os mitos e substituí-los e assumindo o contraponto necessário à narrativa, que precisa de algum equilíbrio com a realidade para funcionar.

Apesar de todo esse cenário e discussão serem elaborados por Batman vs Superman com elegância, falta ao longa um pouco mais de foco, perdida muitas vezes com imediatismos desnecessários e relacionados ao universo que Snyder e a Warner pretendem estabelecer à partir destes personagens. Mesmo que seja bem situado na narrativa e não encolha quando se torna centro das atenções, é perceptível o quanto a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) - de certa forma o mito conformado com sua posição - soa fora da narrativa, ainda mais por desempenhar uma função que a bem da verdade não consegue encaixar de fato na história e não esconde a sua real intenção.

Ainda com alguns problemas na escalada para o conflito final do longa (e que termina em uma solução pouco satisfatória em relação à proposta original), A Origem da Justiça talvez desabe conforme tente buscar se encaixar em uma estrutura maior, prendendo-se em compromissos e fan services que decididamente não tem tempo para cumprir com. Mas como encontro de dois gigantes, confronto de seres mitológicos ou, enfim, como Batman vs Superman, o longa demonstra um traquejo fascinante, manuseando duas figuras para obter entre elas um equilíbrio raro e bastante interessante.

Nota: 7/10

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Primeiras Impressões: Gotham

Piloto dá esperanças, mas possui problemas demais

Por Pedro Strazza

Basta uma rápida olhada na lista de séries que estréiam na fall season 2014/2015 para perceber que os quadrinhos aportaram com tudo na televisão estadunidense. Rivais no mercado cinematográfico e de gibis, Marvel e DC Comics estão lançando juntas na telinha nada menos que cinco séries novas, que irão se juntar aos seriados em andamento Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e Arrow na programação. E se tudo der certo, as duas editoras já tem planos de mais projetos televisivos em suas mesas.
Para abrir essa "temporada de estréias super-heróicas" temos Gotham, série da Fox que promete mostrar a cidade do título antes da chegada de seu mais conhecido cidadão - o Batman - e os primeiros anos de Jim Gordon (Ben McKenzie) na polícia do local. E se a princípio o homem-morcego não irá aparecer em nenhum episódio, no piloto pelo menos temos como tema o momento-chave para sua formação: O assassinato dos pais de um ainda jovem Bruce Wayne (David Mazouz).
Do famoso crime - que inclusive abre o episódio - a trama muda seu foco de imediato para Gordon, que acaba de chegar à cidade e, junto de seu novo parceiro Harvey Bullock (Donal Logue), recebe como primeiro caso o homicídio. Detetive honesto e incorruptível, o futuro comissário faz uma promessa ao recém-órfão Bruce de que irá capturar o responsável de toda a desgraça cometida, mas para isso terá de enfrentar toda a sujeira presente no sistema de Gotham City.
Deste ponto em diante, a série torna evidente no piloto suas primeiras virtudes e defeitos, mas pesa a mão nestes últimos. Isto porque Gotham, pelo menos no primeiro capítulo, apresenta uma inconveniente necessidade em deixar claro que tudo está conectado, um recurso de roteiro pouco eficiente quando em mãos pouco criativas - caso este da produção. Dessa forma, intercalam-se no episódio aparições dos mais diversos vilões conhecidos dos quadrinhos em posições relacionadas de alguma forma ao evento principal - o Charada (Cory Michael Smith) como especialista forense, a Mulher-Gato (Camren Bicondova) como uma testemunha do assassinato de Thomas e Marta Wayne, Hera Venenosa (Clare Foley) como filha do suspeito do crime, etc. - com relacionamentos enterrados no passado entre personagens completamente distintos, revelando uma tendência que no futuro pode cobrar o seu preço se não planejada desde o início.
Outra problemática grave aqui é o próprio protagonista. Manejado com canastrice por McKenzie, Gordon é apresentado pela série de forma bastante planificada, e carrega isso para suas interações com outros personagens - principalmente com Bruce, cuja relação é o ponto mais fraco do piloto por sua artificialidade pungente.
Há, porém, muito potencial em Gotham quando se tratando da máfia. O núcleo formado por Fish Mooney (Jada Pinkett Smith) e Carmine Falcone (John Doman) mostra que o seriado pode se tornar uma excelente obra de gênero por causa da notável rivalidade exercida entre os dois reinos de crime e os efeitos desta na cidade e sua força policial. E pelo destino dado ao Pinguim (Robin Taylor) no piloto, é bem possível que a dupla vire um trio em pouco tempo.
Com defeitos complicados a serem resolvidos, Gotham é em seu início uma série que se vende muita mais por suas possibilidades que seus elementos presentes. Os consertos, porém, terão que acontecer rapidamente, pois a esperança dos fãs do Cavaleiro das Trevas podem se esgotar antes do fim da primeira temporada se não recompensada em algum nível.