Han Solo - Uma História Star Wars

Leia a nossa crítica do mais novo derivado da saga!

Deadpool 2

Continuação tenta manter a subversão do original enquanto se rende às convenções hollywoodianas

Desejo de Matar

Eli Roth aterroriza ação do remake e não deixa os temas caírem na ingenuidade

Nos Cinemas #1

Nossos comentários sobre O Dia Depois, Submersão e Com Amor, Simon

Jogador N° 1

Spielberg faz seu comentário sobre o próprio legado em Hollywood sem esquecer do espetáculo no processo

Mostrando postagens com marcador Anjo da Morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anjo da Morte. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Crítica: A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte

Sequência troca atmosfera por susto.

Por Pedro Strazza.

Quando lançado em 2012, A Mulher de Preto foi um interessante divisor de opiniões. O filme que colocava Daniel Radcliffe contra uma fantasma em uma mansão abandonada agradou uns pela maneira como brincou com atmosfera para criar o seu terror e incomodou outros pelos sustos nada criativos. Seja como for, o longa fez sucesso nas bilheterias (arrecadou mais de 120 milhões no mundo com orçamento de 15) e sacramentou o retorno da Hammer Films, tradicional estúdio de terror inglês, ao mercado cinematográfico.
E o resultado financeiro talvez tenha sido justamente o maior responsável para o longa ganhar uma sequência quase dois anos depois. Mesmo passado 40 anos depois dos eventos do original, A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte repete muito dos temas e características de seu antecessor, como o protagonista com uma dramática relação com o filho (aqui perdido após o nascimento), uma sociedade movida pela perda (antes das crianças mortas pela assombração, agora pela Segunda Guerra Mundial) e uma casa aterrorizada por corredores longos e sombrios.
A repetição não é de tanto ruim; o problema é que a continuação parece mais desbalanceada que o filme com o Harry Potter. Passando quase metade de sua projeção com quase nada além de drama e sombras na parede - algo que, ao contrário da atmosfera narrativa do original, vira com velocidade algo enfadonho e difícil de se acompanhar -, o filme em seu terceiro ato se rende aos sustos óbvios, previsíveis até em angulamentos e viradas. E a Mulher de Preto, tão bem ocultada por um véu do mistério e das rápidas aparições na mão de James Watkins no primeiro capítulo, torna-se no segundo quase um serial killer slasher sob a direção de Tom Harper, gritando para a tela apenas para assustar os mais medrosos.
Outra questão mal resolvida é a própria missão da assombração, que continua nebulosa. O roteiro escrito por Jon Croker é eficiente ao trazer a Mulher de Preto como símbolo do medo e das angústias vividas pelo povo durante a guerra, mas preocupa-se tanto em solidificar esta posição que esquece de dar motivos para a criatura perseguir crianças, principalmente se levarmos em conta que as vítimas da vez são órfãs - e em decorrência não há adultos para sofrer a "dor" que motiva a vingança da entidade.
Resta então à jovem professora Eve (Phoebe Fox) usar de seu drama pessoal para se atrelar a seus alunos e gritar por eles quando em perigo. Se Mulher de Preto compensava por algo pouco explorado no terror de hoje, Anjo da Morte se rende ao aspecto mais fácil e inocente do gênero.

Nota: 4/10

Gostou? Assista Também:
  • Annabelle: Terror atmosférico clássico reusado com algumas renovações.